Neste último dia do ano, deixo-os, por ora, com o magnífico poema - "A Misericórdia dos Mercados" - que fui buscar ao sempre imprescindível Tim Tim no Tibete:
Nós vivemos da misericórdia dos mercados
Nào fazemos falta.
O capital regula-se a si próprio e as leis
são meras consequências lógicas dessa regulação
tão sublime que alguns vêem nela o dedo de Deus.
Enganam-se.
Os mercados são simultaneamente o criador e a
própria criação.
Nós é que não fazemos falta.