quinta-feira, 11 de setembro de 2014

António Garrido

Morreu o árbitro internacional português de futebol António Garrido.

A arbitragem é um dos terrenos mais pantanosos desse mundo já muito lamacento que é o futebol. Por ela sempre passou o desenho e fabrico de muitos resultados. Não alimento teorias conspirativas, mas é importante não sermos ingénuos no que toca ao modo como as coisas por lá se passam. E ninguém está inocente: as queixas de alguns clubes nada têm a ver com qualquer exigência ética; derivam apenas da circunstância de alguns não conseguirem aquilo que os outros obtêm. Quero com isto dizer que a arbitragem faz parte dos esquemas de poder.

Encontrei António Garrido no estrangeiro, quando acompanhou duas diferentes equipas portuguesas a jogos internacionais, já depois da sua aposentação da arbitragem e quando "assessorava" esses clubes. Apenas posso dizer que o que então testemunhei ensinou-me alguma coisa sobre o modo como o mundo do futebol funciona.

5 comentários:

Anónimo disse...

E eu que não entendo patavinas de futebol fiquei a compreender tudo. Não é preciso dizer mais.
José Barros

josé ricardo disse...

Lembro-me muito vagamente de António Garrido em campo. Mas guardo dele uma homem sereno nas suas decisões dentro das quatro linhas.
Confesso que não entendo - nunca percebi - os sistemas e os esquemas e as teorias conspirativas. Tenho um ponto de vista que, por norma, é pró-árbitros. Ou seja: muitas vezes, a melhor equipa num jogo de futebol é a da arbitragem. Ou então: ser árbitro, nos dias que correm, cheios de comentadores "especializados" (que passam horas a discutir, com a imagem da televisão lenta e parada, para não chegarem a conclusões definitivas sobre o braço ou o empurrão do jogador), é muito difícil.
Há, no entanto, aspetos verdadeiramente incompreensíveis. Por exemplo, por que razão o chamado quarto árbitro não pode verificar, na televisão, os lances mais polémicos? Demoraria 30 segundos e reduziam-se (acabavam-se) os casos e as acusações. E, já agora, reduzir-se-iam também o número dos especialistas televisivos, que deixavam de ter matéria de análise.

Cumprimentos,

José Ricardo

Anónimo disse...

Acompanhava o FCP, interna e externamente.

A terra seja leve, Deus é grande

Carlos Fonseca disse...

António Garrido era aquele antigo árbitro que durante a maior parte da sua vida se declarou sportinguista, mas que que, mais tarde, se converteu ao pintismo?

E que foi, também, um dos intervenientes nas escutas do "Apito Dourado", que circulara, na Internet?

Que descanse em paz, e que Deus, no caso de existir realmente, lhe perdoe os pecados.

Anónimo disse...

Garrido não só embarcou como foi ao leme.

Quanto às decisões pela TV de um dos árbitros é curial não esquecer que há 16 cãmaras...qual delas se escolheria?

Quatro árbitros com os intercomunicadores não chega?

O problema está nos lemes. Silva.