Há precisamente cinco anos, Jorge Sampaio saiu de cena.
Na minha vida adulta, creio não ter havido outra pessoa com cuja postura — simultaneamente cívica e humana — tivesse sentido maior empatia. Fui amigo de Jorge Sampaio, embora não seu amigo íntimo. Recebi dele gestos que não esqueço.
A sua eleição para Presidente da República foi, para muita gente da minha geração, a consagração prática de uma determinada ideia de cidadania. Nem sempre estive de acordo com as decisões que tomou ao longo do mandato. Mas, como democrata convicto e estrutural, Sampaio sabia aceitar as divergências.
O saldo global da sua passagem por este mundo, bem como a singular marca de seriedade que deixou na vida política portuguesa, constituem um exemplo e uma magnífica herança para o país e para todos quantos o admiravam — e muito em especial para a sua mulher, Maria José, e para os seus filhos, Vera e André, a quem deixo um forte abraço neste dia.
Sem comentários:
Enviar um comentário