domingo, setembro 20, 2026

Viajar é preciso?

 Sempre que viajo em turismo, artilho-me com uma imensidão de guias. De papel, claro. É um vício antigo. Tenho a teoria, verdadeira ou não, de que deixar de ver alguma coisa essencial num lugar onde talvez só se vá uma vez na vida — e esta possibilidade torna-se, fatalmente, mais plausível com a idade — merece bem o investimento de umas dezenas de euros. 


O hábito é antigo. O que é mais recente é a minha preguiça para ler essa literatura. Cada vez mais, os guias regressam a casa quase virgens, depois de dias de viagem. Viajar, ao que parece, passou a dispensar a preparação que eu antes considerava indispensável. 

Estou agora num aeroporto, a meio de uma viagem para um lugar distante e muito diferente. E não é que ainda não abri um guia? E trago dois. 

Isto passa?

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