quinta-feira, setembro 03, 2026

O mistério de Godinho


Por acaso, apanhei há pouco no YouTube um espetáculo de Sérgio Godinho no Coliseu, em 1985, numa altura em que eu andava por Angola. Salvo algumas melhorias nos arranjos e na estrutura do acompanhamento, o espetáculo “sobrevive” lindamente ao tempo: poderia ter sido ontem.

É esse o grande mistério de Sérgio Godinho: com 81 anos acabados de fazer e com a voz a marcar o óbvio compasso dos anos, é portador de um portefólio de canções que parece não envelhecer.

A mim, acompanhou-me durante décadas. Tenho as suas canções ligadas a todos os períodos da minha vida. É também por isso que o primeiro livro que publiquei, como homenagem grata, abre com: “Que há-de ser da longa batalha / que nos fez partir à aventura? / que será, que foi / quanto é / quanto dura?”

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