sexta-feira, abril 07, 2017

Isaltino

O regresso de Isaltino de Morais à vida política é um insulto à dignidade da atividade cívica em Portugal.

Isaltino de Morais foi condenado por atos de improbidade cometidos aquando do exercício das mesmas funções a que agora volta a candidatar-se. Dir-se-á que cumpriu a pena e que, num humano processo de ressocialização, deve agora ter uma segunda oportunidade. 

Se assim é, eu pergunto: alguém admitiria que Isaltino de Morais voltasse a ser escolhido para ministro? Claro que não! Mas para a presidência de uma Câmara já serve? E ninguém acha estranho que o comprovado culpado pretenda regressar precisamente ao local e às funções que tinha quando os atos foram praticados? 

Nada me move pessoalmente contra Isaltino de Morais, pessoa que não conheço. Mas tudo me move contra este branqueamento cívico que desonra a democracia e mancha, ainda mais, a já de si regularmente maculada imagem do poder local em Portugal.

A vingança

Como era expectável, Israel vinga-se no Líbano daquilo que não obteve no Irão. Estejamos atentos a Gaza e à Cisjordânia.