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quarta-feira, abril 13, 2016

Notas do fim do dia

António Guterres

Foi um "show de bola", a sua apresentação nas Nações Unidas. À altura das minhas melhores expetativas: preparado, convincente, criativo, com empatia e brilho. Pode não conseguir o lugar de SG da ONU - as decisões naquele palácio são muito complexas - mas deixou uma imensa marca em quem o ouviu. E prestigiou o nome de Portugal, o que não é menos importante. Parabéns!

Francisco Nicholson (1939-2016)

Recordo-me dele no "Adoque" (que se lembra desse teatro no Martim Moniz?), no "Pides na Grelha", nos idos de 1974/75. Deprois, por anos, ao lado de Armando Cortez (de quem, curiosamente, estava bem distante politicamente), fez o "Riso & Ritmo", com algumas passagens de ano onde era inevitável a tirada: "Já é uma hora? Que grande banquete!", que ficou no património das "deixas" televisivas. Depois, dedicou-se mais à escrita e a roteiros de telenovela. Agradeço a Francisco Nicholson os bons momentos proporcionados.

Diogo Lacerda Machado

Se há caso em que se poderá dizer que "não havia necessidade", esse é o da polémica em torno do nome de Diogo Vieira Machado. Trata-se de um jurista de mérito, com grande sentido de serviço público, com provas dada, de quem fui colega num governo por breves meses e por quem tenho admiração e amizade. Não me custa reconhecer que pode ter havido alguma informalidade excessiva no modo como se processou a sua intervenção em alguns processos, em que, no entanto, não negociou em nome do Estado, mas em que ajudou a gizar os termos dos compromissos que viriam a proporcionar soluções que o Estado decidiu vir a subscrever - o que é muito diferente. Um estatuto de consultor jurídico, desde o início assumido "de papel passado", teria sido mais adequado. Mas daí a suscitar comentários que chegaram a colocar em causa a sua honorabilidade vai a distância da crítica legítima à calúnia. Tudo por mero oportunismo político. Vou citar Santana Lopes, ouvido há pouco sobre isto, alguém que não é "da minha freguesia": "as pessoas que são sérias, à partida, não desconfiam dos outros".

Ana Lourenço

Regressou à televisão pela mão da RTP. Em boa hora. A sua serena competência fazia falta. Estive na noite passada na RTP3 num debate como Bernardo Pires de Lima, moderado por ela. Um tempo muito agradável, sob a orientação desta excelente profissional. Já tinha saudades da sua presença. Pela minha experiência (e é alguma), posso assegurar que não há muita gente como ela por essas televisões.

Cristiano Ronaldo

Mais umas prestações como estas e lá vou eu ter de encontrar um lugar para Cristiano Ronaldo entre os meus "melhores dez" de sempre. Que jogador!

Dúvida

Será que esta santa, cuja imagem ontem encontrei na Sé de Évora, é a padroeira da Brigada de Trânsito da GNR?