Um velho amigo, que a saúde fez sair da vida ativa prematuramente, tinha uma fórmula imbatível para analisar quantos se diziam "de esquerda". Ao tempo do 25 de abril, com o surgimento de partidos das várias esquerdas, desde as extremas a alguns tão moderados que quase se diluíam na direita, muitos de nós, sob o radicalismo da época, interrogavamo-nos sobre se tal pessoa ou tal formação eram mesmo de esquerda. Aí surgia o António, com um sorriso, a esclarecer: "para mim, as coisas são muito simples: a esquerda "sou" eu e é pela aproximação ou não às minhas ideias que eu "meço" se uma pessoa ou um partido é ou não de esquerda".
Sempre achei a fórmula muito prática, embora conceda que, ideologicamente, é um tanto arrogante.
Sempre achei a fórmula muito prática, embora conceda que, ideologicamente, é um tanto arrogante.
