O "memorando de entendimento" firmado pelo demissionário governo socialista, em maio de 2011, e subscrito pelo PSD e pelo CDS, contém um conjunto de medidas de política cuja execução deverá terminar em meados dos próximo ano.
Sem intuitos "politiqueiros", pergunto-me se não seria útil alguém qualificado proceder a uma análise, cuidada e rigorosa, sobre o modo como a realidade acompanhou, ou não, o que estava previsto nesse texto (aqui publicado).
Pode ser que eu esteja enganado, mas tenho a sensação de que há muitas coisas que acabaram por não sair do papel e julgo que talvez fosse importante perceber as razões por que isso aconteceu. Esse exercício ajudar-nos-ia, em especial, a aquilatar da qualidade da presciência da "troika".
ResponderEliminarMeu caro,
Grato pelo envio do ºdocumento de entendimentoº. Muito útil e que irei estudar em detalhe, como sugere.
Abraço do
Gilberto Ferraz
Dois problemas previsiveis, Sr. Embaixador :
ResponderEliminar1° " O objetivo é que a "desalavancagem" do empréstimo decorra de modo a não bloquear o crescimento económico, uma vez que o êxito deste programa depende das reformas estruturais, no sentido de tornar a economia aberta e competitiva"
Com o remédio de cavalo prescrito - cortes nos salàrios e pensoes, aumento do IVA, aumento das taxas e impostos e todas as outras medidads,absolutamente opostas à recuperaçao da economia, que supôe investimentos e nao baixa do poder de compra dos consumidores, como era possivel respeitar o 1° ponto ?
2°- O compromisso de Portugal foi de atingir um défice de 5,9 por cento em 2011 (contra os 4,6 por cento anteriores), 4,5 por cento em 2012 e 3 por cento em 2013, quando a meta anterior era de 2 por cento.
Quando se conhecem hoje os défices da Espanha, França, Reino Unido, Holanda, Itália e não falemos dos USA, em tempos de crise, como foi possível que os feiticeiros da "troïka" não tivessem previsto que a alquimia proposta não daria resultado, ou antes pelo contrário, que tudo estaria errado. Era realmente a pesquisa da Pedra Filosofal que devia trazer a riqueza e a abundância mas que resultou na miséria que se sabe.
Eu já comecei a revisita ao Memorando. Ainda estou a um quarto do texto. Mas já anotei a quantidade de coisas que caíram (ou deixaram cair) que me pergunto se o que estamos a sofrer (ainda) terá que ver com o dito cujo.
ResponderEliminarValha-nos Nossa Senhora do Agrela, que não há santa como ela...
"Como o Estado gasta o nosso Dinheiro"-Carlos Moreno-Juiz Jubilado do TC.
ResponderEliminarEstá lá tudo, não vale a pena "perder tempo" a escarunfunchar....deixem-se disso !
Deus, pelo menos não dorme !
Alexandre
Senhor Embaixador : seria realmente muito interessante que alguém fizesse um trabalho de comparação entre o memorando e a sua aplicação.
ResponderEliminarJá me tenho perguntado porque motivo isso ainda não foi feito, nomeadamente, pelos partidos da oposição-particularmente pelo PS- de forma a tornar claro em que medida o governo se tem aproveitado para levar a pratica a sua politica de devastação.
Alegremos-nos! Deus é português, não dorme e chama-se Carlos Moreno-Juiz Jubilado do TC!
ResponderEliminarSuspiro de alívio! Bem haja, Preclaro Alexandre.
xg
Lido no blog "A Montannha Sisifo"
ResponderEliminarO Doutor Bambo
Posted on 22 de Outubro de 2013 by Carlos Guimarães Pinto
"O doente está com cancro, diagnosticado tarde e más horas. O paciente não quis saber de tratamento até os sintomas se fazerem sentir com força. O tratamento teve que começar à bruta, quando o doente desmaiou a caminho do hospital.
Desde essa altura, perdeu o cabelo todo, deixou de sentir a mão esquerda e anda agarrado às máquinas. É difícil distinguir o que são os efeitos do tratamento dos efeitos da doença não tratada. Não é certo que sobreviva.
A dona Fátima organiza um debate. Para alimentar o debate, monta-se um desfile de familiares do doente
.
Os familiares estão tristes por o doente já não parecer a mesma pessoa, pela deterioração do seu estado de saúde e da sua capacidade física.
O filho queixa-se que a mesada baixou, o irmão que já não tem um amigo para ir para os copos e a mulher de ter que arcar com todas as responsabilidades domésticas.
Todos eles concluem o mesmo:
gostavam bastante mais do doente antes de ele ter desmaiado à porta do hospital e começado o tratamento. A culpa dizem, é dos médicos, que ele nos dias antes do tratamento ainda ia para os copos e ajudava lá em casa. A dona Fátima convida para o debate um médico e o Dr Bambo. O médico é insultado, culpado pela deterioração das capacidades físicas do doente, mas a única resposta que pode dar é de que a alternativa é deixar o doente morrer. O médico sabe que, mesmo com o tratamento, o doente pode acabar por morrer e ele arcar com as culpas, mas prefere tentar. Do outro lado o Dr Bambo ouve e simpatiza com as pessoas, está do seu lado. Segundo o Dr Bambo, o que os médicos estão a fazer, retirar o doente do convívio da família, é frio e desumano. O Dr Bambo diz que é possível curar o doente sem o obrigar a passar pelas dores do tratamento. O Dr Bambo acredita no efeito do pensamento positivo, que se o doente voltar para os copos com os amigos, o cancro curar-se-à por si mesmo. Um chá de asas de morcego teria bastado, diz ele, perante o aplauso da família. A família gosta do Dr Bambo. O Dr Bambo é um covarde irresponsável."
Alexandre