Graças a Sílvio Berlusconi, a Itália parece ter regressado a um novo ciclo de turbulência. Hoje, num almoço a que assisti, veio à baila esta figura polémica da política europeia. Dois dos convivas, ambos portugueses, contaram um episódio curioso a que haviam assistido.
Um conhecido político português foi, um dia, visitar Berlusconi, que então era primeiro ministro. O encontro decorreu de forma agradável, no ambiente de descontração que o líder italiano tradicionalmente proporcionava aos seus visitantes.
O nosso político, a certo ponto da conversa, fez uma apresentação muito completa e informada sobre a situação europeia e mundial, com grande rigor e brilho expositivo. Berlusconi mostrou-se visivelmente interessado no que ouvia, que seguiu com atenção até ao fim. Nesse instante, não se conteve e disse:
- Tenho pena que o senhor não seja italiano!
Por segundos, o escasso auditório ficou perplexo. Com um sorriso aberto, Berlusconi esclareceu:
- Se o senhor fosse um político italiano, eu e a minha família votaríamos em si, com toda a certeza.
O nosso político terá considerado isso um elogio?
