sexta-feira, março 08, 2013

Bornes de Aguiar


8 comentários:

  1. Igreja de S. Martinho de Bornes

    Dos encontros com o tempo e para além dos sentidos, só as sombras regressam em sonhos urdidos,mas na eternidade ao invés do sepulcro da amoreira, em cinzas, a solidão da presença das almas é o borralho permanente nos silêncios das nossas memórias...

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  2. Se me permite Sr. Embaixador

    A minha homenagem no dia da Mulher...


    Poema à Mãe

    No mais fundo de ti,
    eu sei que traí, mãe

    Tudo porque já não sou
    o retrato adormecido
    no fundo dos teus olhos.

    Tudo porque tu ignoras
    que há leitos onde o frio não se demora
    e noites rumorosas de águas matinais.

    Por isso, às vezes, as palavras que te digo
    são duras, mãe,
    e o nosso amor é infeliz.

    Tudo porque perdi as rosas brancas
    que apertava junto ao coração
    no retrato da moldura.

    Se soubesses como ainda amo as rosas,
    talvez não enchesses as horas de pesadelos.

    Mas tu esqueceste muita coisa;
    esqueceste que as minhas pernas cresceram,
    que todo o meu corpo cresceu,
    e até o meu coração
    ficou enorme, mãe!

    Olha — queres ouvir-me? —
    às vezes ainda sou o menino
    que adormeceu nos teus olhos;

    ainda aperto contra o coração
    rosas tão brancas
    como as que tens na moldura;

    ainda oiço a tua voz:
    Era uma vez uma princesa
    no meio de um laranjal...

    Mas — tu sabes — a noite é enorme,
    e todo o meu corpo cresceu.
    Eu saí da moldura,
    dei às aves os meus olhos a beber,

    Não me esqueci de nada, mãe.
    Guardo a tua voz dentro de mim.
    E deixo-te as rosas.

    Boa noite. Eu vou com as aves.

    Eugénio de Andrade,
    in "Os Amantes Sem Dinheiro"

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  3. Anónimo09:04

    Eis se não quando aparece a igreja onde fui batizada.
    O local é perfeito, o batismo não sei se me ajudou alguma coisa.
    Valha a boa vontade de quem achou este o local ideal para a minha primeira festa!

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  4. belissima igrejinha, e bem antiga, românica será !!!

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  5. Uma boa ou má recordação?

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  6. No Dia da Mulher
    

    A la Femme aimée

    Lorsque tu vins, à pas réfléchis, dans la brume,
    Le ciel mêlait aux ors le cristal et l’airain.
    Ton corps se devinait, ondoiement incertain,
    Plus souple que la vague et plus frais que l’écume.
    Le soir d’été semblait un rêve oriental
    De rose et de santal.
    Je tremblais. De longs lys religieux et blêmes
    Se mouraient dans tes mains, comme des cierges froids.
    Leurs parfums expirants s’échappaient de tes doigts
    En le souffle pâmé des angoisses suprêmes.
    De tes clairs vêtements s’exhalaient tour à tour
    L’agonie et l’amour.
    Je sentis frissonner sur mes lèvres muettes
    La douceur et l’effroi de ton premier baiser.
    Sous tes pas, j’entendis les lyres se briser
    En criant vers le ciel l’ennui fier des poètes
    Parmi des flots de sons languissamment décrus,
    Blonde, tu m’apparus.
    Et l’esprit assoiffé d’éternel, d’impossible,
    D’infini, je voulus moduler largement
    Un hymne de magie et d’émerveillement.
    Mais la strophe monta bégayante et pénible,
    Reflet naïf, écho puéril, vol heurté,
    Vers ta Divinité

    Vivien - Essais

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  7. Anónimo22:32

    Quando era menino acreditava que o Céu era junto desta Igreja.

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