Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

sábado, março 30, 2013

O PEC IV e o "governo Fabião"

Há uma conhecida escola especulativa da História que se dedica a elaborar sobre o que poderia ter ocorrido se acaso certos factos não tivessem tido lugar. Tenho alguns livros sobre essas teorias e, devo dizer, algumas delas são fascinantes.

Há dias, ao ouvir José Sócrates falar sobre o que poderia ter acontecido no país se acaso o chamado PEC IV não tivesse sido rejeitado, lembrei-me dessas teorias do "what if?". E ocorreu-me que o mítico PEC IV vai passar a funcionar, na história política portuguesa, como o "governo Fabião".

Estava-se no auge do "Verão quente" de 1975, com o V governo provisório, feito em torno dos "golçalvistas", do PCP e dos seus companheiros de jornada, a aproximar-se do seu estertor. No seio dos subscritores do "documento dos nove", ala moderada do MFA, à época em ascensão política, onde preponderava Melo Antunes, surgiu então a ideia de tentar formar um novo governo que pudesse acomodar Otelo e a ala mais propensa ao culto do "poder popular", que fazia escola no COPCON. O nome de Carlos Fabião, chefe de Estado-maior do Exército, uma figura com um perfil consensual, foi então falado para chefiar esse executivo, que chegou mesmo a ter nomes para as diversas pastas - e ainda ontem conversei com o "ministro dos Negócios estrangeiros" desse putativo governo. Porém, as alas mais radicais do MFA rejeitaram o "governo Fabião" e, dessa forma, acabaram por abrir caminho a um governo mais à direita. Curiosamente, aconteceu o mesmo com o PEC IV.  

Entrevista ao "Público"

Seixas da Costa: Portugal teve posição “lamentável” e “submissa” em relação aos EUA Embaixador e ex-governante critica Governo português no ...