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sábado, março 16, 2013

Lajes

Faz hoje dez anos. Um tropismo seguidista de enviezamento ideológico levou o então governo português, não apenas a acompanhar uma atitude aventureirista da América face ao Iraque, sem qualquer mandato e sob um álibi de mentiras, mas chegou mesmo ao ponto de organizar nos Açores uma cimeira que ficou nos anais mais tristes da vida internacional.

Pela primeira vez, em muitos anos de vida diplomática, senti-me então tentado a expressar publicamente a minha distância face a um lamentável gesto de política externa, porque feito à revelia de uma linha de atuação internacional responsável, que é um importante património em que se sustenta a imagem de Portugal no mundo. Optei por não o fazer, porque, nessa como noutras ocasiões, prezei acima de tudo a lealdade que considerei ser devida ao Estado, independentemente da transitoriedade de quem o titula e tem uma desculpa democrática para o poder comprometer com os seus erros.

Os anos passaram. Tanto quanto se sabe, os responsáveis pelo humilhante "catering" açoreano não fizeram qualquer mea culpa nem pediram perdão ao país pelo modo como o comprometeram com a sua flagrante irresponsabilidade. Convém não perder a História de vista - mesmo a "pequena História", como foi o caso - para a necessária memória futura, que tudo indica virá a ser útil daqui a uns tempos.

Entrevista ao "Público"

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