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quarta-feira, março 13, 2013

Chavez

Já não tenho qualquer vínculo de subordinação hierárquica ao Ministério dos negócios estrangeiros. Por essa razão, e porque o que é verdade deve ser dito, estou muito à vontade para afirmar que me revejo totalmente nas declarações proferidas pelo ministro Paulo Portas, por ocasião da morte do presidente da Venezuela, Hugo Chavez.

A política externa é uma política de Estado. As divergências neste domínio podem existir e até é saudável que se expressem em público. Ao contrário de outros, nunca considerei "anti-patriótico" que as temáticas do nosso relacionamento externo sejam amplamente debatidas. Essa é sempre uma forma de enriquecer a necessária definição desta política pública e de lhe dar real substância, procurando impedir que a política externa de Portugal se confunda com uma espécie de preguiçosa reiteração da sua prática diplomática. Porém, é ocioso estar a procurar, de forma artificial e apenas por motivos de chicana política, diferenças e divergências que não têm razão de ser.

Portugal e os portugueses têm importantes interesses a defender na Venezuela. A posição assumida pelo chefe da diplomacia portuguesa correspondeu, na minha opinião, a uma correta e eficaz defesa desses mesmos interesses. Discordo assim, em absoluto, de quantos o criticaram pela posição que tomou.

Entrevista ao "Público"

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