Vitor Constâncio acaba de ser escolhido para vice-presidente do Banco Central Europeu.
Esta é uma nomeação que começa por honrar o próprio, porque representa o reconhecimento internacional do seu elevado prestígio e das suas qualificações.
Mas esta ascensão de Vitor Constâncio é, do mesmo modo, algo de que Portugal se deve orgulhar, por ver um seu antigo ministro das Finanças e governador do seu banco central selecionado entre diversas personalidades da "fina flor" da banca europeia, para aquele que é o "board" decisivo para a gestão da moeda única.
Fugindo um pouco a regras que impus a mim mesmo neste blogue, devo dizer que acho tristes, mesquinhos, lamentáveis e sectários alguns comentários negativos que se ouviram, e ouvem, na pátria de Vitor Constâncio, tanto agora como no período que antecedeu esta sua eleição. Como já achei o mesmo no tocante à nomeação de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia, não obstante a aberta posição contrária de alguns amigos meus.
Julgo que não será por acaso que a última palavra do poema que melhor nos caracteriza, Os Lusíadas, é "inveja".
