Há pouco, foi divulgado que o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, propôs que os líderes europeus passem a reunir-se uma vez por mês. Percebe-se o interesse de Van Rompuy nesta proposta, mas confesso que não acredito na sua exequibilidade.
A União Europeia, que já é uma instituição marcada por uma "reunionite" aguda e por alguma "summit fatigue", não tem condições para se transformar numa espécie de governo europeu, com encontros regulares. É fácil a Van Rompuy ir de Bruxelas... a Bruxelas. Porém, obrigar, todos os meses, primeiro-ministros da Estónia, de Chipre ou de Portugal a efetuarem longas viagens aéreas de ida-e-volta, para um encontro de escassas horas, é uma ideia que põe à prova a racionalidade da vida da União Europeia. Ou a sua irracionalidade.
