quarta-feira, 18 de março de 2009

Palestina

Pela voz do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Portugal entende que a União Europeia poderá ter de reavaliar as suas relações com Israel, se este país não terminar com a expansão dos colonatos judaicos nos territórios atribuídos à Autoridade Palestiniana e se não demonstrar "um claro compromisso para com o processo de paz".

Para Luis Amado, "isto tem de ser dito claramente aos nossos amigos israelitas", segundo uma carta que recentemente enviou a todos os seus homólogos europeus, na qual refere que “a política do futuro Governo israelita quanto ao processo de paz ainda não é clara. Precisamente por este motivo, creio que necessitamos passar agora uma forte mensagem quanto ao que são as nossas expectativas".

Para o chefe da diplomacia portuguesa, durante 2008 não se assistiu a um grande progresso quanto a assuntos tão críticos como os colonatos judaicos em território palestiniano, referindo que “esta situação não pode durar mais, pois arriscamo-nos a perder o campo árabe moderado".

Portugal é um país que, ao longo dos anos, tem mantido uma atitude de consistente apoio ao processo tendente à paz no Próximo Oriente, que permita consolidar o legítimo direito de Israel a se manter com fronteiras seguras e respeitadas, lado a lado com um Estado palestiniano com pleno reconhecimento por parte da comunidade internacional e, em especial, dos seus vizinhos da região, a começar por Israel.

Para o nosso país, a União Europeia deve demonstrar um forte empenhamento na regularização desta difícil zona de tensão, contribuindo com apoio económico para ultrapassar os problemas de desenvolvimento que hoje afectam a população palestiniana. Portugal está igualmente esperançado na determinação da nova administração americana, com vista a dar um sensível impulso à resolução de uma das situações que mais têm afectado e potenciado as clivagens à escala global.

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