terça-feira, maio 12, 2026

José Avillez

Há dias, em Estocolmo, o proprietário do restaurante "The Hills" — uma excelente opção para jantar, já agora — confessou-me a admiração que tem pelo trabalho de José Avillez. Disse-lhe que o acompanhava inteiramente nesse apreço.

Falámos da forma como ele tem vindo a multiplicar casas em Lisboa e arredores — e no Porto, em Macau e no Dubai — com uma oferta diferenciada e de qualidade sempre consistente. Uma expansão que impressiona pela escala e pela coerência.

Conheci José Avillez há muitos anos, num restaurante que tinha em Cascais. Depois, reencontrei-o quando teve a seu cargo a cozinha do "Tavares". E fui acompanhando, ao longo do tempo, a construção da sua verdadeira galáxia gastronómica. Estive em muitos restaurantes da "marca" Avillez, desde logo no renomado "Belcanto" (nos seus dois endereços próximos), mas não estou seguro de me ter sentado em todas as suas múltiplas mesas em Portugal.

Ao meu interlocutor sueco, que me disse visitar Portugal com regularidade, deixei uma sugestão para a próxima vez: o "Maré", no Guincho. Uma proposta diferente, com o mar à frente e a cozinha à altura.

A conversa fechou com uma observação minha: “Não sei como é que ele consegue sustentar esta atividade simultânea tão intensa, sempre sem perder a qualidade!"

Acabo de ver na imprensa a resposta à minha pergunta: José Avillez já chegou a ser hospitalizado por exaustão. O excesso de atividade cobra sempre a sua fatura.

José Avillez é alguém que tem feito imenso pelo prestígio da gastronomia portuguesa — detentor de duas estrelas Michelin pelo "Belcanto", há já vários anos — e a quem a Academia Portuguesa de Gastronomia, cuja direção integro, tem procurado fazer a justiça que entende merecida. 

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