Na "pole position", surgirá Jordan Bardella, o qual, surpreendentemente, parece herdar o favoritismo, se tiver de substituir Le Pen. Bardella tem menos de 30 anos, dá mostras de uma grande impreparação, mas ... parece que pode acabar no Eliseu.
No extremo político oposto, o líder de "Le France Insoumise", Jean-Luc Mélenchon, teima em reeditar uma candidatura, esperançado na bipolarização numa segunda volta, contra Le Pen ou Bardella. Contudo, a sua imagem tribunícia e algo radical não o converte num "Seguro" francês.
A restante esquerda, que esteve unida com LFI nas legislativas de 2024 mas se afastou entretanto, irá decidir um candidato próprio em eleições primárias. Os nomes potenciais desse setor são tão pouco entusiasmantes que já se fala num possível regresso de François Hollande.
A direita clássica, onde as origens gaullistas se diluiram há muito, parte da qual já migrou para os braços da extrema-direita, decidiu-se por Bruno Retailleau, que ganhou esporas no ministério do Interior. As suas hipóteses de êxito não parecem elevadas.
Resta o "macronismo", onde quase todos parece quererem começar a esquecer o impopular Macron. Édouard Philippe, o primeiro chefe do governo de Macron, está já no terreno, mas pode ter de concorrer com Gabriel Attal, um jovem ambicioso que foi um efémero primeiro-ministro.
À distância de mais de um ano, todas as sondagens apontam para uma vitória de um dos candidatos da extrema-direita. Mas a embaixada francesa em Lisboa deve ter contado a Paris a triste sina do favorito almirante e do esforçado corredor de longo curso Marques Mendes.
