Maria Lúcia Amaral deixou de ser ministra da Administração Interna. Jurista de primeira água, foi arrastada pela enxurrada mediática da intempérie. O seu estilo de comunicação estava em óbvio contraciclo com o ritmo dos dias políticos de hoje.
Conhecemo-nos num tempo sereno, há uma década, na organização de uma conferência, a que ela presidia e de cujo Conselho Científico eu fazia parte. Pude constatar que era senhora com um grande humor e imensa inteligência.
Nos seus primeiros dias como ministra, cruzámo-nos casualmente, numa circunstância social. Recordo, em algo que então me disse, a consciência plena que tinha da aventura política em que se tinha envolvido. Só que os factos são sempre muito mais imaginativos dos que os homens. E do que as mulheres.
Aqui fica o meu abraço solidário.
