Peter Mandelson foi uma das figuras políticas mais talentosas do Reino Unido. Membro dos governos de Tony Blair e Gordon Brown, exerceu forte influência durante essa era trabalhista antes de entrar para a Câmara dos Lordes em 2008. Durante quatro anos, ocupou o exigente cargo de Comissário Europeu do Comércio.
Em fevereiro de 2025, foi nomeado embaixador britânico nos Estados Unidos pelo primeiro-ministro Keir Starmer. Porém, apenas sete meses depois, em setembro, foi demitido quando se comprovou a sua embaraçosa proximidade com Jeffrey Epstein, o pedófilo americano encontrado morto na prisão e cujas ligações continuam a comprometer diversas personalidades.
Recentemente, surgiram revelações ainda mais graves envolvendo Mandelson. Alegadas fugas de informação económica sensível, ocorridas durante o seu tempo em Downing Street, podem ter sérias consequências judiciais. Num curto espaço de tempo, Mandelson viu-se forçado a abandonar o Partido Trabalhista e a renunciar ao seu lugar na Câmara dos Lordes. Embora mantenha o título de Lord Mandelson, nos dias que correm o Reino Unido refere-se a ele com nomes bem menos lisonjeiros.
