sábado, janeiro 10, 2026

Não é preciso alguém desistir


Anda por aí um mito em torno da necessidade de desistência de algum dos candidatos da esquerda, antes da primeira volta, para evitar uma vitória da direita pura e dura na segunda volta das presidenciais.

O "povo de esquerda" (o conceito foi criado por António Barreto, há 40 anos) sabe muito bem o que quer e não precisa de indicações de voto. 

Por isso, não está à espera de desistências: digam os seus candidatos o que disserem, o "povo de esquerda" - e com ele muitos social-democratas que temem ver o país social em risco - já parece ter percebido que, se quer evitar vir a ter em Belém, por muitos e maus anos, alguém oriundo de uma direita perigosa e imprevisível - populista, radical ou autoritária -, tem simplesmente de votar Seguro. Logo na primeira volta, claro.

4 comentários:

  1. Anónimo15:21

    Sinceramente, pasmo como se pode considerar Seguro como um candidato de esquerda, ou que a esquerda deveria apoiar para evitar os tais males invocados. Seguro, bem vistas as coisas, é o melhor candidato para Montenegro. Se, por um azar dos Cabrais, vier a ser eleito, portar-se-á como um cordeiro de S. Bento, a pensar na reeleição daqui a 5 anos. Não fará ondas, não criará problemas ao Governo e de quando em vez lá fará uma ou outra declaração redondinha para mostrar que Belém existe. A sua posição sobre os acontecimentos na Venezuela definiram bem a criatura. Evitou criticar e invocar a grosseira violação do Direito Internacional e da Carta das NU e optou por falar da Comunidade Portuguesa que ali vive (e que se está aliás nas tintas para ele). O Tó Zé é um político, ou candidato, Pudim Flã, daquelas escolhas que se fazem em final de repasto porque não apetece mais nada. Os candidatos de esquerda, embora todos somados pouco mais valham do que 5%, fazem bem em não ir na música de acordeão do Tó Zé. E é tão entusiasmante que não conseguiu convencer uma parte dos militantes e dirigentes do PS. Quem o topava bem era o Costa (hoje a servir de tapete da inqualificável Ursula von der Leyn). Convenhamos que, em boa verdade, o restante Menu de candidatos não entusiasma um morto, quanto mais um vivo.
    Em resumo, o Seguro que se amanhe. O meu voto, seguramente, não terá. Pondero aliás ir dar um saudável passeio pelo Rectângulo à beira mar plantado a fim de espairecer e no dia seguinte, preguiçosamente ler o resultado eleitoral, numa dessas folhas de imprensa on-line.
    a) P. Rufino

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    1. Nunca consegui perceber a abordagem daqueles que acham que perante a adversidade a resposta é "quanto pior melhor".

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  2. João Cabral16:27

    Pois é, Francisco, mas esse "povo da esquerda" não vai votar em Seguro proque o cola à tróica e a Passos Coelho. Eles lá sabem... Mas mesmo assim, penso que Seguro tem muitas hipóteses de ganhar a eleição. Até muito "povo de direita" irá voltar nele, creio.

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  3. Este post não aceita comentários. O assunto é demasiado sério para andarmos por aqui com bitaites. Falamos no dia 19.

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