O Pedro Correia e o "Delito de Opinião" são meus companheiros de jornada na blogosfera desde 2009.
Andamos assim por aqui há 17 anos. Eu na minha solidão de autor único daquilo que publico, o Delito com uma equipa que desenha, com grande êxito, aquela que é talvez a mais prestigiada plataforma do género no espaço português. Da qual sou fiel leitor diário.
O registo do Duas ou Três Coisas é bastante mais errático nas temáticas, frequentemente menos "sério" no estilo de abordagem e adota, sem eufemismos ou disfarces semânticos, uma clara leitura ideológica - orgulhosamente de esquerda, socialista, de combate aberto ao liberalismo de direita e, em especial, à direita radical e extrema - que se afasta da linha maioritária que prevalece, com toda a legitimidade, no Delito. A vida democrática é isto mesmo, julgo eu.
Além disso, ao ter decidido pôr termo definitivo aos comentários no meu blogue, decisão que sei poder desagradar a muita gente, cortei com o modelo participativo que também faz parte do êxito do Delito. A tudo isso se soma ainda o "irritante" de eu ser favorável à adoção do Acordo Ortográfico. E algumas outras diferenças mais, que são o sal da vida, o que não obstou a que, um dia, eu tivesse sido convidado, lado a lado com o José Ferreira Fernandes, para contribuir com um texto para a edição em livro de textos publicados no Delito.
Parabéns assim ao Pedro Correia, pela sua fantástica persistência, a minha gratidão à sua regular e amável lembrança deste "colega" (rebelde ou reacionário, como o queiram ver) e votos muito sinceros de felicidades para o futuro do Delito. E, como diz o Palma, "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar".
