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terça-feira, novembro 22, 2016

Maria Eugénia Varela Gomes


Morreu Maria Eugénia Varela Gomes. Fui-lhe apresentado há muito tempo, no início dos anos 70, num almoço em Colares, num restaurante onde aos fins de semana se reunia gente da oposição, a maioria com ligações ao "Partido" (designação que, para os comunistas e "compagnons de route", significava o clandestino e perseguido PCP). Estava acompanhada pelo marido, João Varela Gomes, revolucionário do assalto ao quartel de Beja, saído da prisão meses antes.

É uma mulher-coragem aquela que vai amanhã a sepultar, depois de muitos anos de doença, com a morte do filho Paulo pelo meio, que se somou a uma vida de luta, de perseguições e de prisão, sempre marcada por uma imensa dignidade e verticalidade. Li, ouvi e sei o suficiente sobre Maria Eugénia Varela Gomes para ter por ela uma imensa admiração.

Deixo um abraço sentido ao seu marido, o coronel João Varela Gomes.

(Fica a sua fotografia no arquivo da Pide, retratos que é, em si mesmos, são medalhas para quem os possui)

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