Estiveram silenciosos, quase sempre, durante a campanha eleitoral americana. A diabolização de Trump e a expressão maioritária de uma vontade de eleição de Hillary Clinton manteve-os discretos. Dizer bem de Trump e daquilo que ele representava não era politicamente correto. Agora, estão "vingados". Trump ganhou e eles, pouco a pouco, vão emergir dessa clandestinidade. Já podem dizer mal de Obama, sentem-se confortados democraticamente pelo resultado de Trump. E aí surgem eles nos comentários, cavalgando a onda da nova América, "free-riders" daquilo que ontem mudou. São os "neo-americanos". Alguns colaram-se à agenda dos "neocons" no tempo de Bush, agora aí os veremos colados à nova conjuntura de Trump. O oportunismo sabe adaptar-se às cores dominantes. Nada que seja surpreendente, mas que vale a pena lembrar.