domingo, março 23, 2014

Patrões

Este fim-de-semana trouxe a novidade de uma carta de antigos presidentes da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) em que é contestada a adesão do atual titular do cargo ao "manifesto" sobre a reestruturação da dívida pública portuguesa.

Este dissídio entre "patrões dos patrões" é uma novidade, mas não é uma surpresa. Com efeito, já se suspeitava que a linha seguida por António Saraiva, com origens muito diferentes das de todos os seus predecessores, não fazia a unanimidade destes, nomeadamente pelo seu comportamento no quadro da concertação social ao longo dos últimos anos. O "manifesto" deve ter sido a gota de água que fez transbordar o copo.

Quaisquer que venham a ser as consequências deste conflito para o movimento patronal - e não é de excluir que isto possa prenunciar uma qualquer "revolta" interna -, trata-se de algo bastante curioso, num meio pouco dado à exibição de clivagens.  

A caminho da terceira volta

Na minha terra, em Vila Real, neste primeiro de abril, continua a campanha para a terceira volta das presidenciais.  A luta anuncia-se renhi...