Ontem, o meu querido amigo Mário Vilalva, sem a menor dúvida um dos grandes embaixadores do Brasil e um dos melhores que o seu país desde sempre deslocou para Lisboa, contou-me uma deliciosa definição dos três tempos dos diplomatas no estrangeiro.
Assim, um jovem diplomata, acabado de chegar a um posto, quase sempre procura conhecer as melhores discotecas e locais de convívio da gente mais nova. Com os anos, chegado o período intermédio da sua carreira, ao tempo de conselheiro, o diplomata tem como preocupação fundamental coletar a lista dos melhores restaurantes. Um dia, passa a embaixador. Chegado ao seu posto, que lista procurará estabelecer, em prioridade? A dos melhores médicos locais!
A brincar, a brincar, as coisas são mais ou menos assim. No meu caso, cuidei em nunca abandonar os meus vícios de conselheiro...