A discussão ia tensa, naquela reunião na União Europeia, nos anos 90. O embaixador belga, colocado em minoria numa questão que considerava essencial, reagiu com firmeza:
- Tant que la Belgique soit la Belgique, on n'acceptera pas ça!
O sorriso com que aquele seu colega, de um país vizinho, useiro da mesma língua, ouviu a frase, prenunciava uma resposta à altura. E ela veio, mordaz, jogando implicitamente com a conflitualidade interna belga, que ciclicamente ameaça a unidade do país:
- Alors, c'est pas grave, ça va pas prendre beaucoup de temps...
