Não gostei muito da frase: "como é que escolhes os mortos que destacas no blogue?". Aquele meu conhecido, por ocasião do lançamento do livro de um amigo, ontem ao final do dia, pode não ter sido muito feliz na expressão utilizada. Mas eu compreendo a sua questão. Não há uma lógica subjacente à seleção das pessoas cujas breves notas obituárias por aqui faço. Umas vezes são pessoas amigas, conhecidas ou que o acaso me fez contactar, outras são apenas figuras com maior ou menor destaque à escala nacional ou global. Quase sempre, contudo, é alguém "que me diz alguma coisa".
É hoje o caso de Mário Coluna. Do quinteto maravilha do Benfica de 1966, já tinham desaparecido Torres e Eusébio. Dessa equipa, também se foram Germano, Morais e Jaime Graça. Agora partiu Coluna, que era o eixo dessa seleção que me deu algumas fortes alegrias - e eu teimo sempre em ser grato a quem me faz feliz. Por isso, na morte de Mário Coluna, quero aqui deixar-lhe a minha singela homenagem.