segunda-feira, setembro 23, 2013

António Ramos Rosa (1924-2013)

Morreu hoje António Ramos Rosa, um dos maiores poetas portugueses contemporâneos..

Apetece-me deixar aqui o link para o seu clássico "Poema de um funcionário cansado".

8 comentários:

  1. Que esteja em paz!

    Para o senhor, boa semana

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  2. Anónimo19:25

    Este tempo vai mal para poetas. Vao desaparecendo, fazem-nos cada vez mais falta.

    Agradeco-te o video. Conhecia o poema e foi tao bom ouvi-lo. Confesso a minha redonda e rotunda ignorancia. Nao conhecia Jose Antonio Moreira. Mas ficarei atenta e vou ouvir mais poemas ditos por ele. E que bem que ele diz, com emocao,sem histrionicas....

    Obrigada aos dois. Esta noite tambem vou reler A.R.Rosa


    Saudades de Londres

    F. Crabtree

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  3. Anónimo22:00

    Mais uma vez: tive o privilégio e a honra de ter conhecido António Ramos Rosa e com ele ter feito uma coisa linda: conversar. Tive que aproveitar tanto quanto pude a vida de jornalista...

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  4. Anónimo22:01

    Bem haja pelo link - Poema -

    sublime.

    Afectuosamente
    Maria Helena

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  5. Gostei imenso também do seu post de homenagem ao Poeta António Ramos Rosa, principalmente de ouvir o poema recitado

    Gosto muito também da Festa do silêncio

    A Festa do Silêncio
    Escuto na palavra a festa do silêncio.
    Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
    As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
    Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
    É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.

    Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
    o ar prolonga. A brancura é o caminho.
    Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
    Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
    Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.

    Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
    É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
    No centro do dia há uma fonte de água clara.
    Se digo árvore a árvore em mim respira.
    Vivo na delícia nua da inocência aberta.

    António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

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  6. É sempre um dia triste, aquele em que morre um poeta.

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  7. Rui C. Marques15:27


    "
    ...
    Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
    Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
    ..."

    Porquê?

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  8. um humilde e persistente trabalhador, pelo menos da poesia, tempo do ler ou ler melhor ou reler, etc

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