É interessante perceber que existe hoje uma verdadeira globalização das preocupações dos jovens, independentemente das respetivas origens. Isso esta bem evidente na "universidade para a juventude e o desenvolvimento" que o Centro Norte-Sul está a realizar em Mollina, em Espanha.
Desde há 14 anos que o Centro toma a iniciativa, com vários parceiros institucionais, de organizar, durante uma semana, um evento em que envolve centenas de participantes, na maioria entre os 20 e 30 anos, oriundos de estruturas de juventude de uma multiplicidade de países, reunidos em torno de uma temática cívica. O objetivo é preparar quadros que levam para as organizações onde operam modelos de abordagem de questões ligadas às grandes temáticas internacionais de natureza cívica. Este ano, o tema da "cidadania democrática" foi escolhido como motivo central.
Com uma equipa de formadores bastante testada, procura-se confrontar experiências, dificuldades e modelos de exercício da cidadania, nos vários contextos nacionais e regionais. Contamos com jovens de dezenas de países, que vao da Bielorrúsia às Honduras, da Somália a Cabo Verde, do Quénia ao Egipo, do Canadá à Tailândia e por aí adiante, passando naturalmente pela maioria dos Estados europeus. A diversidade dos contextos nacionais e culturais de origem não impede um aprofundamento sobre questoes cuja universalidade cria um laço que permite a troca de perceções, sempre num quadro de respeito pelo outro e pelas respetivas convicções.
Como diretor executivo do Centro - que não é uma organização portuguesa mas europeia, dependente do Conselho da Europa - coube-me estar presente na abertura da "universidade" e assistir aos primeiros dias dos seus trabalhos. Devo confessar que foi uma experiência única poder testemunhar um conjunto muito rigoroso de atividades, desenvolvidas num ambiente em que a informalidade não afeta. E entendi melhor o conceito africano do "mais velho"...
Como diretor executivo do Centro - que não é uma organização portuguesa mas europeia, dependente do Conselho da Europa - coube-me estar presente na abertura da "universidade" e assistir aos primeiros dias dos seus trabalhos. Devo confessar que foi uma experiência única poder testemunhar um conjunto muito rigoroso de atividades, desenvolvidas num ambiente em que a informalidade não afeta. E entendi melhor o conceito africano do "mais velho"...