Ontem à tarde, durante o lançamento de um livro francês de culinária portuguesa, que organizei na embaixada, revelei a uma amiga, que se passeia com fidelidade pelos comentários deste blogue, que começo a criar uma espécie de renovada reserva temática de interesses, para ocupar os meus futuros tempos de reforma. Cada vez mais dou por mim a descobrir novos e bizarros assuntos, fora dos meus nichos tradicionais de curiosidade. Exemplos?
Há semanas, acabei de ler o "Les couleurs de nos souvenirs", um curioso percurso pela memória nostálgica das cores, da sua associação aos nossos diferentes períodos ou casos da vida, a referências que vão da roupa à publicidade, com reflexos naturais nos nossos estados de alma.
Ontem mesmo, ao fazer horas para uma reunião, observando a "rentrée" editorial nas mesas da "Gallimard" do boulevard Raspail, dei de caras com uma "Ethnologie de la porte"*, que me pareceu ser uma original especulação em torno dessa peça do nosso quotidiano, que usamos constantemente quase sem a notarmos e que tão decisiva é para o dia-a-dia das nossas vidas. Que seria o mundo sem as portas, essas fronteiras da intimidade e da discriminação, às quais batemos e com as quais, por vezes, também batemos?
O que eu tenho para ler...
(Editada pela "Métailié", uma magnífica editora a quem a literatura portuguesa muito deve)
(Editada pela "Métailié", uma magnífica editora a quem a literatura portuguesa muito deve)
