segunda-feira, setembro 10, 2012

... encore un effort!

Não era bem uma livraria, era uma daquelas lojas de terra pequena, onde se vende tudo, desde lotaria a jornais, de tabaco a coisas de papelaria. E até livros. Foi ontem à tarde, em Tarascon (exatamente!, a terra do Tartarin que Daudet colocou a caçar leões no Norte de África). O título do livro de Sade (não, não é a cantora, é o marquês) chamou a minha atenção. Sinal dos tempos?

Num impulso súbito, embora soubesse que, em qualquer estante, em qualquer sítio, tenho um exemplar, tive a tentação de comprar o "Français, encore un effort...". Mas logo cheguei a uma conclusão: se achamos quase natural que alguns pareçam ter elegido Sade como seu clássico, então, definitivamente, só merecemos Sacher-Masoch.

12 comentários:

  1. Elegante, como sempre.

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  2. por favor, senhor Embaixador!

    todas as referências aos autores, menos a esse que tanto me fez sofrer em Francês, na colectânea do quinto ano.
    o das cartas do moínho (já nem me lembro se era a água ou a vento, felizmente) ... nem ele nem o filho de tão triste memória

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  3. por favor, senhor Embaixador!

    todas as referências aos autores, menos a esse que tanto me fez sofrer em Francês, na colectânea do quinto ano.
    o das cartas do moínho (já nem me lembro se era a água ou a vento, felizmente) ... nem ele nem o filho de tão triste memória

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  4. Anónimo10:35

    Se o fez sofrer, era um bom autor!

    a) Sade

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  5. sade tem direito a figurar na bibliotheque pleiade de acordo com os donos da colecção.
    mas terá mesmo as qualidades para lá figurar? na minha opinião não tem.
    na verdade não o consiguiria ler, para alem de ter folheado e espreitado alguma vez os seus livros.
    mas talvez o defeito seja meu.

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  6. quanto a daudet, é um bom escritor e até tenho, e leio-o com prazer, um dos volumes da pleiade com as suas obras. Não os 4, basta um.

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  7. Mas, Senhor Embaixador, de Masoch's anda o mundo cheio.
    Não será com os tradicionais objectos de "gostosa tortura", mas com ferramentas mais originais e que não dão qualquer prazer. As quais impõem a qualquer de nós...mesmo que não apreciemos o género. É a democracia do sofrimento!

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  8. Anónimo13:15

    A Europa está de apetite!

    a) Sacher Masoch

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  9. Anónimo13:35

    Democracia do sofrimento!

    Raras vezes uma situação tão crítica foi definida de uma forma tão eloquente...

    De qualquer forma o livro - que o Hollande recentemente se tornou co-autor - deveria ser, pela primeira vez neste milénio, ter como sujeito o "alemão".

    Nuno 361111

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  10. (...) "definitivamente!?, só merecemos?! Sacher-Masoch"!?, credo, meu caro Embaixador!

    Eu, como Venus, cito:
    “The struggle of the spirit against the senses is the gospel of modern man. I do not wish to have any part in it.” Leopold von Sacher-Masoch in (Venus in Furs)

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  11. Anónimo15:28

    Eufemismos, eufemismos... quando o masoquismo é outro...

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  12. Na,nem pensar ...Pelo contrário
    Sade e Sacher-Masoch estão é abesbílicos com a refinaria velada das suas perversões disfarçadas e insidiosamente plagiadas com requintes de malvadez...

    Que o digam os segmentos de população vulneráveis, por exemplo, a quem ensinaram o direito à saúde e o dever de a promover e lhe infligem listas de espera para consultas de especialidade de seis a nove meses além das taxas moderadoras que de moderadoras já têm pouco ou nada.

    Isto falando numa conta de um longo rosário...

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