segunda-feira, 23 de setembro de 2013

António Ramos Rosa (1924-2013)

Morreu hoje António Ramos Rosa, um dos maiores poetas portugueses contemporâneos..

Apetece-me deixar aqui o link para o seu clássico "Poema de um funcionário cansado".

8 comentários:

São disse...

Que esteja em paz!

Para o senhor, boa semana

Anónimo disse...

Este tempo vai mal para poetas. Vao desaparecendo, fazem-nos cada vez mais falta.

Agradeco-te o video. Conhecia o poema e foi tao bom ouvi-lo. Confesso a minha redonda e rotunda ignorancia. Nao conhecia Jose Antonio Moreira. Mas ficarei atenta e vou ouvir mais poemas ditos por ele. E que bem que ele diz, com emocao,sem histrionicas....

Obrigada aos dois. Esta noite tambem vou reler A.R.Rosa


Saudades de Londres

F. Crabtree

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mais uma vez: tive o privilégio e a honra de ter conhecido António Ramos Rosa e com ele ter feito uma coisa linda: conversar. Tive que aproveitar tanto quanto pude a vida de jornalista...

Anónimo disse...

Bem haja pelo link - Poema -

sublime.

Afectuosamente
Maria Helena

Isabel Seixas disse...


Gostei imenso também do seu post de homenagem ao Poeta António Ramos Rosa, principalmente de ouvir o poema recitado

Gosto muito também da Festa do silêncio

A Festa do Silêncio
Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.

Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.

Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.

António Ramos Rosa, in "Volante Verde"

Isabel I disse...

É sempre um dia triste, aquele em que morre um poeta.

Rui C. Marques disse...


"
...
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
..."

Porquê?

patricio branco disse...

um humilde e persistente trabalhador, pelo menos da poesia, tempo do ler ou ler melhor ou reler, etc