terça-feira, 2 de julho de 2013

Finanças

Há qualquer coisa de trágico no destino dos ministros das Finanças.

Há dias, Fernando Teixeira dos Santos ressurgiu de uma auto-decidida discrição para colocar os pontos nos is da História, para, finalmente, contrariar a "narrativa" (continuo a detestar a palavra) criada pela nova maioria, que abriu caminho ao modelo político-económico em vigor nos últimos dois anos. À época, havia ficado no ar a ideia de que o ministro e o antigo chefe do governo haviam terminado o mandato em terrenos algo opostos. Agora, fica a ideia que as convergências superavam as divergências e era talvez o método aquilo em que divergiam.

Ontem, Vitor Gaspar, o protagonista desta nova orientação, saiu de cena, visivelmente desgastado, talvez mais com as divergências no seio de um executivo que parece estar a perder os "nervos de aço", que a execução da sua agenda ideológica radical exigiria, do que com a constatação de que são os factos que não estão à altura da qualidade e justeza das ideias propostas.

No hall do hotel de Hammamet, na Tunísia, onde me encontro, ouve-se, um pouco alto, música de Vangelis.

PS - ... e logo hoje é que havia de dar-me para andar pelas "primaveras árabes"!

13 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Meu caro Francisco, essa da música de Vangelis é soberba.
Nada mata mais que o humor negro, quando bem escolhido.
Ainda estou a rir!

Anónimo disse...

Gosto da música de Vangelis.

Nesta altura acho que pode servir para acalmar animos exaltados no que às "finanças" diz respeito.

É que não sabemos exactamente o que vem por aí, para não dizer que temo o pior!

Anónimo disse...

Vangelis faz-me lembrar um mundo muito rosa !

Prefiro um compositor mais dinâmico, Wagner !




Alexandre

patricio branco disse...

gaspar saiu no momento em que percebeu que era hora de sair depois de ter estragado aquilo que tinha para estragas no país com todo o à vontade de quem tinha as costas quentes, considera que a sua missão está feita, agora quis voltar para a sua anterior e habitual ocupação profissional.
a politica financeira vai continuar, ele sabe, nós sabemos, será a orientação que deixou encarrilada.
é um facto que somos um protectorado, um país sem autonomia nem governo, tudo é triste, gaspar foi se mas como posso celebrar se tudo continua?

margarida disse...

Hmmm, hotel para séniores, fuja daí...
E não se nota nada como está contentinho; nada mesmo...

Anónimo disse...

As Finanças andam muito por baixo, pela rua da amargura, não chega para o pão nem para o butecário... e parece que se vai de mal para pior. Por este caminho, qualquer dia, nem para o cangalheiro!
Vamos ter que reinventar o sentido da vida!
José Barros

Anónimo disse...

É bem certo que, ao longe, melhor se compreende o que se passa por aqui...

Anónimo disse...

Com o bater de "Portas" vai haver trovoada forte! O verão vai ser efetivamente quente!

Inimaginável que a realidade ultrapasse toda e qualquer ficção!

Luis Matos disse...

Adeus Paulo! Olá novo resgate :)

Anónimo disse...

Com a saída do 2º "bailarino" a música futura em Portugal vai tender para um intermezzo(?) com um final rosa-choque-funebre !



Alexandre

Anónimo disse...

No comentário do Dr. Marcelo de Domingo passado pareceu-me ver o Dr. Rio em "andanças" por Lisboa. Mais precisamente, em Belém. A ver vamos... Quanto à música relembrada pelo Sr. Embaixador, numa noite tocada em Belém (mas ao ar livre...) até me comoveu bastante. Foi uma boa escolha na época!
Para o anónimo que prefere Wagner, se calhar ainda ficará contente por mais uns tempos... Vamos ver se teremos alguém à altura desse compositor dinâmico, expoente máximo do "Sturm und Drang"; quer dizer tempestivo e impetuoso.
Acham mesmo que há maestro com envergadura para dirigir a nova orquestra? Oxalá!

Anónimo disse...

para os wagnerianos


http://www.youtube.com/watch?v=3wFWzt4qdFI

Anónimo disse...

Felizmente, o país está bem entregue. Lá fora, ao FMI que já reconheceu que errou, à Comissão Europeia de que não vale a pena falar e ao BCE, cujo número dois foi durante muitos anos cúmplice do descalabro a que chegaram as finanças portuguesas. Cá dentro, o PR vive da pensão do Banco de Portugal e acessóriamente ocupa Belém, sem se dar ao trabalho de usar uma pequena parte dos poderes que a Constituição colocou á sua disposição para resolver os problemas do País. Pelo seu lado, a Presidente da AR vive em grande parte de uma reforma por problemas psíquicos aos 45 anos. Quanto ao PM, vê empresas de que foi administrador investigadas pela UE e nomeia para as Finanças alguém que está ligada ao escândalo swapesco, que terá que gerir se o Governo continuar. Por muito menos, regimes foram derrubados e responsáveis severamente punidos. Foi para isto que se fez Abril e que entrámos na Europa dita civilizada e que permite estas coisas além de nos sufocar com medidas totalmente inadaptadas? Temo populismo e ditadura. Nunca vi tanta incompetência e tanto desperdício. Toquem-se as marchas fúnebres, não apenas a do Siegfried, mas também a de Beethoven e a de Chopin. Juntas não serão demais para a miséria política, financeira, económica, ética, moral, social e cultural em que vivemos.