segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Salamina

Irei morrer ainda a Salamina
mesmo que da antiga perdida grandeza
não reste mais do que desordem e ruína
irei morrer ainda a Salamina
pelo sol pela luz pela beleza

Manuel Alegre

10 comentários:

Isabel Seixas disse...

Poesia, Pertinente...

E bonita.

Helena Oneto disse...

Muito gostava de "Morrer em Salamina (ou em Lisboa) pelo sol pela luz pela beleza"
Lindo!

Anónimo disse...

O Embaixador quis dizer Grécia?

Isabel Seixas disse...

Só,
não quero, morrer
em vida...

Anónimo disse...

Vitória então como agora ...

Há políticos portugueses que de vitória em vitória se arriscam, como Pirro, a proclamarem ... "mais uma destas e estou perdido".

Nuno 371111

patricio branco disse...

será sem duvida um lugar muito belo essa salamina, acreditemos no poeta.

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Pudera eu saber dizer-lhe quanto sinto, hoje, este seu post.
Morrer em Salamina... morrer em Portugal, mesmo que da antiga perdida grandeza não reste mais do que desordem e ruína.

Anónimo disse...

Genial... vou copiar...

Anónimo disse...

Pois é..... o local da morte.
Mais importante ainda serão os locais e oportunidades que ao longo da vida podemos ter para tudo recomeçar, sem olhar para trás, mas.... eu não sei

Anónimo disse...

Quanto Morre um Homem

Quando eu um dia decisivamente voltar a face
daquelas coisas que só de perfil contemplei
quem procurará nelas as linhas do teu rosto?
Quem dará o teu nome a todas as ruas
que encontrar no coração e na cidade?
Quem te porá como fruto nas árvores ou como paisagem
no brilho de olhos lavados nas quatro estações?
Quando toda a alegria for clandestina
alguém te dobrará em cada esquina?

Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"