Para parte da geração portuguesa que teve a infância ou juventude nos anos 50 do século passado (por alguma razão, custa-me sempre escrever a expressão "do século passado"), as aventuras de "Blake et Mortimer", da autoria de Edgar P. Jacobs, são, ainda hoje, uma recordação muito viva.
sábado, janeiro 23, 2021
Olrik por Védrine
Para parte da geração portuguesa que teve a infância ou juventude nos anos 50 do século passado (por alguma razão, custa-me sempre escrever a expressão "do século passado"), as aventuras de "Blake et Mortimer", da autoria de Edgar P. Jacobs, são, ainda hoje, uma recordação muito viva.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Europa
Mais do que poder dar ou não razão a Védrine quanto a esta visão americana, talvez nos devamos interrogar, cada vez mais, sobre se há uma real razão para que o outro lado do Atlântico nos olhe assim.
terça-feira, abril 14, 2009
Hubert Védrine
Hubert Védrine foi ministro dos Negócios Estrangeiros de França, durante o governo Jospin. Antes, havia sido íntimo colaborador de François Mitterrand, em torno de cuja figura fez um livro que considero essencial para melhor se perceber o antigo presidente - "Les Mondes de François Mitterrand".É um homem sereno, que pensa a política externa com grande cuidado, sublinhando as vantagens de olhar os tempos em perspectiva, evitando juízos radicais ou moralistas, mas não caindo nunca num relativismo de "realpolitik".
Conheci-o bem quando, ao tempo em que ele era homólogo de Jaime Gama, nos cruzámos em dezenas de horas de reuniões, nos idos de 90, e, em especial, no processo de sucessão das presidências portuguesa e francesa, em 2000. Foram tempos complexos, em que nem sempre estivemos de acordo, antes pelo contrário. Mas guardámos uma excelente relação pessoal, que prolongámos em encontros em Nova Iorque.
Tivemos um almoço, há dias. Védrine, que há uns anos criou o termo "hiperpotência" para designar os EUA, tem hoje uma leitura expectante, mas não deslumbrada, de Obama, do novo estilo de liderança americana que alguém, por aqui, qualificou há dias de "modéstia tranquila". Tem também uma reflexão interessante sobre a inquietante não homologia entre a multipolaridade do G20 e o mundo multilateral. E incita a que observemos, com prioridade, a evolução da China e a hipótese de, a prazo, se vir a criar um irónico "G2" (EUA e China), com a Europa a ver navios...
segunda-feira, março 23, 2026
... e Jospin
Em 2003, ao ficar surpreendentemente em terceiro lugar - depois de Jacques Chirac e Jean-Marie Le Pen - na primeira volta das eleições presidenciais, Jospin veio a testemunhar, a uma distância humilhante, uma votação "norte-coreana" em Chirac - o qual, medidas as diferenças, acabou por ser uma espécie de Seguro "avant la lettre". Nessa noite, como logo anunciou, Jospin colocou um ponto final na sua vida política.
Lionel Jospin era das figuras mais respeitadas no seio dos socialistas franceses - e não só. Diplomata na sua origem profissional, tivera no passado uma ligação aos movimentos trotskistas que prolongou, já como militante do PS francês, por um período de tempo politicamente imprudente. Alguns levaram isso à conta de uma deliberada atitude de "entrismo" - a tática trotskista de se manter como "sleeper" dentro de outras organizações. As explicações que posteriormente veio a dar sobre o assunto não convenceram toda a gente.
Jospin era um homem frio, rigoroso, na ideologia um socialista a sério - e isto é um elogio. Estive com ele em algumas reuniões, acompanhando António Guterres, quando ele era primeiro-ministro da "coabitação" em que Chirac estava no Eliseu, depois da inesperada vitória socialista de 1997, resultante da desastrada dissolução da Assembleia que Dominique de Villepin, então SG do Eliseu, inspirou.
Fiquei ao seu lado num almoço em Matignon, de que recordo sobretudo os excelentes vinhos, já que a nossa conversa foi breve - através da mesa, ele falava com António Guterres e tinha à sua direita Jaime Gama. Não sei como, veio à baila o MES, o Movimento de Esquerda Socialista, a que eu tinha estado ligado e sobre o qual ele tinha alguma curiosidade. A certa altura, Jospin disse-me: "Como saberá, fui trotskista. O MES também tinha trotskistas?" Com o tempo, vim a concluir que a minha resposta foi, sem querer, algo premonitória: "Pode dizer-se que o MES teve, como longínqua referência francesa, o PSU, de Michel Rocard. Mas não me recordo que tivesse trotskistas. Em Portugal, os trotskistas tiveram um caminho próprio. Mas com os trotskistas nunca se sabe, não é? Podem ter "entrado" no MES..."
Recordo ainda as longas noites do encerramento do Tratado de Nice, com Chirac no comando das operações e Lionel Jospin e o MNE Hubert Védrine num papel mais recuado, com muito escassa intervenção nas complicadas negociações, madrugada fora. Chirac e Jospin foram ali a encarnação viva do "gaullo-mitterrandisme", essa doutrina teorizada por Hubert Védrine.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Le temps des chimères
Ao lê-lo, fica-se com a nítida sensação de que este colaborador próximo de François Mitterrand e, mais tarde, ministro dos Negócios Estrangeiros de Lionel Jospin, é hoje uma das mais lúcidas cabeças da política externa europeia.
Pena é que, até agora, a sua experiência e rigor não tenham sido aproveitados nesse contexto, para além dos "think tanks" que usufruem do seu saber e por onde, em Paris, o vou encontrando.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Europa
segunda-feira, junho 11, 2018
Retrato de grupo com alguém sentado
domingo, janeiro 03, 2021
O caso austríaco
sexta-feira, julho 19, 2024
A Última Campanha
A primeira vez que ouvi falar na hipótese de Mário Soares voltar a concorrer a umas eleições presidenciais foi pela boca de José Medeiros Ferreira, na tertúlia que o seu cunhado e meu amigo Nuno Brederode Santos, animava na Mesa Dois do bar Procópio. A conversa terá sido no início de 2005, um ano antes do sufrágio.
segunda-feira, novembro 23, 2020
A Índia e a Europa
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Europa (2)
segunda-feira, setembro 12, 2011
Presenças
"A Arte da Guerra"
Esta semana, em "A Arte da Guerra", António Freitas de Sousa e eu falamos da guerra no Golfo, claro, e das eleições na França e na...








