Caí depois, inevitavelmente, na vizinha e magnífica Livraria da Travessa, na Escola Politécnica. Apeteceu-me comprar tanta coisa! Hesitei numa biografia de Brizola e resisti. Por ora. A virtude, em mim, costuma ter sempre um prazo.
Com o jetlag afetivo de duas semanas no Japão, fui tentado por um calhamaço de Seichō Matsumoto, "O caso da estação de Kamata". Lê-lo-ei? Sei lá. Melhor do que ler um livro, aprendi, só comprá-lo.
De caminho, vi também um Vásquez Montalbán de que não me lembrava, "A Solidão do Manager". A edição é de um amigo, o Francisco José Viegas; a tradução é de outro, o António José Massano. Comprei, claro. Isto não é um país: é uma freguesia! Felizmente, bem frequentada.
Hoje, no Alfa, cheguei a Gaia com mais de metade do Montalbán lido. (A estação não se chamava "das Devesas"? E não havia por ali um apeadeiro chamado "General Torres"?) Amanhã, no regresso a Lisboa, acho que vou entrar em Coimbra B — a CP persiste no nome, embora já não haja outra Coimbra — com ele já no papo.
Ah! Horas antes, ainda em Santa Apolónia, comprei (por cinco euros, senhores!) um Abelaira que sei que devo ter algures, que não me apetece procurar mas que me apetece reler.
Estou a ficar velho e relho, é o que é. Dispenso-os de estarem de acordo, está bem?

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