Na passada semana, regressei por umas horas à minha casa profissional de origem, o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Estive lá na minha qualidade de presidente da direção do Clube de Lisboa / Global Challenges, a moderar, com a presidente do Instituto Diplomático, a embaixadora Ana Paula Zacarias, uma mesa redonda de reflexão sobre uma determinada temática relevante para a política externa portuguesa.
Tratou-se de um interessante exercício, que envolveu quadros diplomáticos de topo naquele Ministério, a que se juntaram testemunhos e propostas de gente experiente e qualificada. Esperamos sinceramente que aquele trabalho conjunto possa ter sido de utilidade.
Naturalmente que nada do que ali se tratou pode vir a público, porque assentou naquilo que é a estratégia que orienta a política externa de Portugal. Mas julgo importante, e permito-me louvar e destacar, esta abertura do MNE a uma colaboração com uma entidade exterior e independente. Pela nossa parte, asseguro que seremos dignos dessa confiança.
O Clube de Lisboa, uma organização de que fui co-fundador há uma década, sem fins lucrativos e nem a menor agenda doutrinária ou ideológica, que tem como única vocação promover a reflexão sobre as grandes temáticas globais, sente-se honrado em ter podido ser útil ao Estado português. Outras coisas conjuntas faremos no futuro, estou certo.
