"É proibido ter livros?" retoquiu o estudante a um dos pides que tinham invadido a "república", onde vivia com uma dezena de colegas, e que, de rompante, lhe entrara pelo quarto dentro.
O homem, à vista de uma estante apinhada de volumes, e desapontado por não ter descortinado nada de suspeito, nessa incursão repressiva que tinha outros alvos, havia soltado um desdenhoso "Livros!"
"Não é proibido, mas é um mau começo", respondeu-lhe o esbirro da António Maria Cardoso.
O fascismo era também isto.
