Tive o privilégio de pertencer a uma geração, com pouco dinheiro mas muita sorte, que conseguia flanar algumas vezes por Paris, do final dos anos 60 em diante. De início, íamos à boleia, às vezes no Sud que chegava à Gare de Austerlitz, mais tarde, em viagens aéreas baratas e, depois, nem por isso.
Recordo-me que, das primeiras vezes, um dos lugares tradicionais de encontro com amigos ou conhecidos, nessa época sem telemóveis, era a Place Saint-Michel, ao final do dia.
Comprar livros novos, na Paris desse tempo, era um luxo. Na Gibert Jeune ou nas Gibert Joseph, os saldos, de livros novos e usados, eram sempre magníficos. Só que, depois, era difícil transportá-los para cá. E alguns ainda por aí andam nas estantes, com poucas páginas lidas.
Leio que a Gibert Jeune da Place Saint Michel fechou portas. Pronto, que se há-de fazer!
