quinta-feira, março 05, 2026

Gibert Jeune

Tive o privilégio de pertencer a uma geração, com pouco dinheiro mas muita sorte, que conseguia flanar algumas vezes por Paris, do final dos anos 60 em diante. 

De início, chegávamos à boleia, outras vezes no Sud, à Gare de Austerlitz, mais tarde em viagens aéreas baratas e, depois, já nem por isso. 

Recordo-me que, das primeiras vezes, um dos lugares tradicionais de encontro com amigos ou conhecidos, nessa época sem telemóveis, era a Place Saint-Michel, junto à fonte, ao final do dia. 

Comprar livros novos, na Paris desse tempo, era um luxo. Nas Gibert Jeune ou nas Gibert Joseph, os saldos, de livros novos e usados, eram sempre magníficos. Só que, depois, era difícil transportá-los para cá. Alguns ainda por aí andam nas estantes, com poucas páginas lidas. 

Leio que a Gibert Jeune da Place Saint Michel fechou portas. Pronto, que se há-de fazer!

O que eu não disse

A graça da vida é o improviso.  Na sexta-feira passada, fui convidado para falar sobre o tema "Liberdade e Democracia em desordem"...