Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

sábado, maio 23, 2015

Ainda sobre o meu voto



A propósito do artigo "A cara", que publiquei no "Jornal de Notícias" e aqui reproduzi, em que defini o perfil daquele em quem votarei para primeiro-ministro, Helena Sacadura Cabral, numa simpática nota no seu blogue, inquire de mim: "só me resta perguntar se ele conseguiu, sempre, encontrar ao longo dos anos em que terá votado, os políticos que cumpriram com este seu retrato. É que, basicamente, os votantes desejam sempre que o modelo seja este. Todavia o aumento inegável da abstenção parece demonstrar o contrário..."

É uma resposta difícil, se a queremos dada com sinceridade. E eu vou ser sincero sobre os meus votos, de toda a espécie. Que exerci várias vezes em Lisboa, outras no "círculo da Europa", mais do que uma vez em Vila Real (onde desde há uns anos estou inscrito!) e também no "círculo do resto do Mundo".

Desde que comecei a votar - a primeira vez foi em 1969 - não votei sempre da mesma maneira, longe disso!, mas votei invariavelmente no mesmo sentido, "if you know what I mean"... Cheguei a votar em partidos e pessoas que sabia, à partida, que não tinham a menor possibilidade de serem eleitos, quase apenas para aferir estatisticamente quantos "maduros" seguiam a mesma e teimosa opção. Votei, por vezes, mais contra certas pessoas do que a favor das que beneficiaram do meu voto, porque detestava a ideia de ver eleitas as primeiras (numas vezes tive sucesso, noutras não). Votei em favor de partidos diferentes, em eleições autárquicas e legislativas próximas, embora, como disse, sempre "no mesmo sentido". Votei em candidatos e partidos que foram derrotados e nunca me arrependi de nenhum desses votos, sem exceção. Abstive-me algumas (poucas) vezes, nunca votei branco ou nulo. Nunca votei (nem votarei) num qualquer referendo: levo a família ao local de voto e fico à porta. Acho o referendo um instituto caricatural e populista.

Volto agora à pergunta da Helena. Se já houve políticos que cumpriram o que deles esperava com o meu voto? Claro que sim. Dois presidentes e dois primeiros-ministros. Os quatro cumpriram, no essencial, aquilo a que se tinham comprometido a fazer e que eu esperava que fizessem. E, nas duas eleições que aí vêm, vou fazer o mesmo, exatamente com a mesma confiança. Porque vou votar em pessoas de bem - só voto em pessoas que, à partida, tenho por pessoas de bem -, o que me sossega duplamente: faço o que puder para que sejam eleitos e fico também de bem com a minha consciência. 

Seguidores

Quem quiser receber os post publicados neste blogue basta inserir o seu email onde, em cima, figura palavra "seguir".