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terça-feira, outubro 07, 2014

Os negócios

Era uma certa Lisboa, bem retratada nos sarcásticos livros do Vilhena, cuja divulgação as autoridades dificultavam. Sempre existiu, mas teve algum fulgor pelos anos 60 e início dos 70. Cavalheiros "da indústria" e "capitalistas" - o termo "empresários" era então utilizado apenas para designar os profissionais dos espetáculos, como Vasco Morgado, José Miguel ou Ricardo Covões - aportavam, à hora de almoço, por alguns restaurantes que, horas mais tarde, se transmutavam.
 
Lembro-me de três: o "Lorde", o "Comodoro" e o "Belcanto". Este último, foi o único que resistiu, agora num registo completamente diferente.
 
Ao almoço, eram os negócios, a conversa política. Aproximando-se a hora de jantar, começavam a pousar por ali algumas "pequenas", o ambiente aligeirava e o "negócio" era outro. Os cavalheiros, por vezes, eram os mesmos. 
 
Passei há pouco pelo que resta do "Lorde". Quem recordará da sua glória perdida?

É a vida!

Pode ser que seja apenas "wishful thinking", mas fiquei ontem com a sensação de que André Ventura já se está a ver, daqui a semana...