No CCB, a Fundação Francisco Manuel dos Santos leva a cabo, hoje e amanhã, a terceira edição das suas conferências "Presente no Futuro", este ano dedicada ao tema "À procura da liberdade".
Há pouco, na TVI, a propósito do evento, uma voz em "off" afirmava durante o telejornal da noite: "Pior que o nível de impostos está a rigidez do mercado de trabalho e o peso do Estado na Economia. São estas as variáveis que hoje representam os maiores bloqueios à liberdade económica em Portugal". Em fundo, via-se um gráfico e a fonte que terá inspirado esta proclamação: Heritage Foundation.
A nossa liberdade está também na possibilidade do público incauto não ser "agredido", porque de uma agressão se trata, com uma proclamação deste género, em tom doutoral e como se de uma verdade inegável se tratasse.
A nossa liberdade passa também pela exigência do contraditório face à imposição deste "pensamento único". Há dois dias, na RTP, assisti, atónito, a um programa sobre economia com Camilo Lourenço, João César das Neves e uma terceira personagem, cujo nome não recordo. Cada um mais liberal do que o outro, os três interlocutores, sem um mínimo de respeito pelas opiniões contrárias às suas, passaram para o espetador conceitos e ideias mais do que discutíveis, em tom de teses definitivas. Isto numa televisão do Estado, paga com dinheiros de todos nós.
Há ainda um longo caminho a percorrer na preservação das nossas liberdades, como os exemplos acima bem o provam.