Há dias, numa visita a uma casa senhorial do Minho, a simpática guia que nos acompanhava falou no "setenta e cinco aniversário" de alguém ligado ao monumento. No final da visita, discretamente, fiz-lhe notar que a referência numérica que ela havia feito estava talvez demasiado marcada pelo facto de muitos visitantes serem galegos - na Galiza diz-se "o setenta e cinco aniversário" - dado que, em português, se diz sempre "septuagésimo quinto". A jovem, que me pareceu com razoável cultura, terá entendido a minha subliminar e ínvia crítica, engoliu em seco e confessou que "assim é mais fácil..." Pois é: é mais fácil, mas está errado!
Dei então comigo a pensar se a juventude de hoje saberá ler um número romano. Recordei-me ainda de um professor liceal que nos ensinava que a melhor forma de entender os números romanos era o ano de 1444, que utiliza todas as letras possíveis para compor uma data - MCDXLIV.
Qual é a verdadeira utilidade disso, perguntarão alguns? Se formos por esse caminho, é melhor, de facto, ligarem a televisão para a "Casa dos Segredos"...
Qual é a verdadeira utilidade disso, perguntarão alguns? Se formos por esse caminho, é melhor, de facto, ligarem a televisão para a "Casa dos Segredos"...

O problema é que "eles" nunca aprenderam os números romanos. E duvido, até, que hoje sejam muitos os professores a sabê-los. Está tudo ligado na Casa dos Segredos. Seja a da TVI ou as outras que por aí andam...
ResponderEliminarPois é! Aquela vontade secreta de querer ter sido espanhola aliada à ignorância.
ResponderEliminarO Minho do meu coração, só espero que não tenha sido em Barcelos!
ResponderEliminarParece-me que de facto os miúdos não aprendem os números romanos, pelo menos os meus no 4º ano não sabem.
Eu acredito no potencial das pessoas.
ResponderEliminarAcredito que a "jovem" tenha compreendido o reparo e num futuro não repetirá esse erro.
Acontece-me ser corrigido com muita frequência. E nem sempre estou preparado para as criticas que escuto. Mas são essas críticas que me fazem crescer, ao invés dos prémios e elogios.
Tem toda a razão no seu comentário. Hoje considera-se irrelevante e desnecessário aprender "coisas" que já caíram em desuso. No entanto, ainda há professores/as que ensinam essas "coisas" à revelia do considerado actual e correcto. O meu neto aprendeu a numeração romana e a aplicá-la na indicação da data. O que mais me espanta é ver indicado, muitas vezes em documentos oficiais, o século em numeração árabe.
ResponderEliminarOh Senhor Embaixador: Não será essa menina Belga, Suíça ou ou Quebe , ( como é que se escreve "Québequoise" em Português ?) onde se diz "septante cinq" !
ResponderEliminar1666 tem todas as letras por ordem decrescente.
ResponderEliminarMJM
Já agora, pergunta para queijo:
ResponderEliminarque significa
_
M (M com traço por cima)
em numeração romana?
MJM
M com um traço por cima vale 1 000 000
ResponderEliminarM com dois traços vale 1 000 000 000
Da mesma maneira que C (Cem) com um traço por cima vale 100 000, e com dois traços vale 100 000 000.
MJM
ResponderEliminarO número 1.000 era representado pela letra M. Assim, MM correspondiam a 2.000 e MMM a 3.000.E os números maiores que 3.000?
Para escrever 4.000 ou números maiores que ele, os romanos usavam um traço horizontal sobre as letras que representavam esses números. Um traço multiplicava o número representado abaixo dele por 1.000. Por exemplo, dois traços sobre o M davam-lhe o valor de 1 milhão.
Quantos anos vamos precisar para que ler numeração romana seja obra para arqueólogos? Precisámos de poucos para deixar de ler hieroglifos
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ResponderEliminarCaro Sr. Joaquim de Freitas
O "septante-cinq" é outra história.
Do que estamos aqui a falar é do "soixante-quinzième".
Cumprimentos
RuiMG
Senhor Embaixador: já agora, mesmo para os que como eu aprenderam mas com o tempo alguns pormenores foram esquecendo- como os que Helena Sacadura Cabral nos relembrou-havera alguém que nos faça uma especie de resumo da numeração romana?
ResponderEliminarE já agora sempre direi que hoje quando ouço, ou leio,muitos dos "eles" me parece que também não aprenderam outras "coisas" a começar no português.
Olhemos para o exemplo do PM, e não só, e pensemos que, segundo dizem,até deu aulas no ensino superior!
Tem razão, Senhor RuiMG : Trata-se do "soixante quinzième" , que corresponde ao "septuagésimo quinto" Português, ao septante-cinquième Suiço, Belga, etc. ! Que corresponde ao "setenta e cinco" da senhora minhota! Une belle pagaille ! Infelizmente, os jovens , um dia, dirão mais facilmente " seventy fifth" !
ResponderEliminarCumprimentos
Á ilustração deste "post" é um assaz curioso mostrador de relógio, tem as 24 horas.
ResponderEliminarO Ponteiro dos minutos, o maior, dá uma volta por hora, o normal, 60 minutos.
O Ponteiro das horas, o menor, dá (só)uma volta por dia, indica especificamente as 24 horas, ... 11,12,13,14 ....
As 4 horas estão mal escritas: IIII em vez de IV.
As 14 horas estão bem escritas XIV.
Astronautas que vem o Sol nascer várias vezes por dia, espeleólogos e submarinistas que não vêm o Sol, necessitam de este tipo de mostrador de 24 horas.
Depois de uma soneca, fome às 9 horas é pequeno almoço.
Fome às 21 horas é jantar ...
Ps._ Sr. Embaixador, aonde encontrou esta gravura, ou o relógio?.