3.4.14

Novo governo francês

Não vou aqui entrar numa análise personalizada do novo executivo francês, chefiado por Manuel Valls, há pouco anunciado. Seria desinteressante para a maioria dos leitores deste blogue. Mas sempre direi que, tal como o anterior, ele representa uma calibrada representação das várias tendências e "baronatos", num modelo de "apaisement" que vai muito com o sentimento de François Hollande. Afinal de contas, não devemos esquecer que, na ordem constitucional francesa, é o presidente da República quem preside aos Conselhos de ministros, pelo que o governo é "o dele".

Valls não vai ter tarefa fácil, com os Ecologistas fora do executivo, ainda mais livres para o criticarem como vem sendo habitual, com a ala esquerda reforçada ou confirmada em algumas posições importantes (Economia, Educação, Justiça). Os "hollandais" de raíz garantem ou reforçam terrenos decisivos (Finanças, Defesa, Agricultura, Interior, Trabalho), com Ségolène Royale a obter uma pasta importante mas complexa (Ambiente e Energia) e duas suas antigas colaboradoras a preservarem áreas socialmente relevantes (Igualdade e Cultura). Resta alguma continuidade e a fusão de pastas, bem como certas promoções. 

"Much ado about nothing", apetece-me dizer, citando Shakespeare, ao verificar a composição deste novo governo. Por razões óbvias, não ouso traduzir o título da obra anglosaxónica por "a montanha pariu um rato"...

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