quarta-feira, maio 26, 2010

Livros

Associo-me com gosto a esta iniciativa e volto a recordar isto.

6 comentários:

  1. Custa-me imenso separar-me dos meus livros, sobretudo de livros portuguêses, mas vou mandar com muito gosto.
    Bien à vous deux pour votre bienveillance!

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  2. Anónimo23:57

    Subscrevo...
    Também a Helena
    Isabel seixas

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  3. Eu não subscrevo os dois primeiros comentários.
    Não me custa nada separar do que quer que seja, quando suponho fará mais falta a alquém do que a mim. E nunca me fez falta nada do que dei. Nada.

    A propósito de Timor:
    Na aldeia onde vivo, era vulgar faltar a eletricidade durante o Inverno, às vezes por períodos prolongados.
    Irá para sete ou oito anos, um vendaval deixou-nos em luz durante dois dias.
    Ao segundo dia, decidi comprar um gerador, que esgotaram em Braga e me obrigou a ir ao Porto comprá-lo.
    Quando cheguei a casa, tinha regressado a luz.
    Muito pouco tempo depois, num programa da Antena 1 em direto de Timor, alguém se queixava que o seu gerador tinha avariado e que estavam sem luz.
    Chamava-se Avô .... (esquece-me o resto) e vivia algures nas montanhas.
    Parei o carro, telefonei para a Antena 1 e ofereci o gerador, novo sem ter trabalhado.
    Mandei fazer um caixote que enchi com material elétrico diverso, e mandei entregar em Lisboa na morada que me indicaram.
    Desde essa data, nunca a luz falhou mais do que curtos períodos durante uma trovoada.

    A única coisa que nestes casos me angustia é a dúvida de que nada tenha chegado ao destino...

    Os livros, seguramente que chegarão.

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  4. Caro Guillerme,
    O seu comentario deixou-me extremamente comovida. Os "meus" livros portugêses são o meu elo, o meu "lien" permanente com os meus, com o meu pais. Eles são, para mim, como pão para a boca. Passei os 3/4 da minha existência no estrangeiro. A primeira lingua que "falei" foi o chinês e, hoje em dia, falo mais francês e inglês que português (é, sem duvida, por isso que o falo e escrevo tão mal...). Acontece-me ler em voz alta passagens de livros dos meus escritores portuguêses preferidos.

    Aqui em Paris, nos momentos mais criticos dos conflitos em Timor, demos muito do nosso tempo e energias para angariar meios para construir uma escola em Timor. Foi pouco, bem sei. Repito: vou mandar livros em portugês para Timor.

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  5. Excelente !

    +1

    (e provavelmente uma próxima contribuição activa na divulgação e no apoio, atravès um meio original)


    Mario Pontifice

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  6. Prometi e finalmente cumpro. Quem estiver interessado em mandar livros para Moçambique pode fazê-lo entrando em contacto com:

    ibo.biblioteca@gmail.com

    Através deste endereço electrónico ficarão a saber como proceder.

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