sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Cabo Verde

Foi ontem anunciada a "decisão do Governo da República de Cabo Verde em não traduzir o nome do país, Cabo Verde, para outras línguas". Assim se pretende acabar com o francês "Cap-Vert", o anglo-saxónico "Cape Verte", o italiano "Capo Verde" ou o germânico "Kap Verde".

Veremos o efeito prático desta iniciativa, que só terá devido sucesso e eficácia se, de forma persistente e continuada, os serviços oficiais de Cabo Verde no estrangeiro tiverem a coragem de devolver toda e qualquer correspondência que não obedeça ao preceito ora instituído. O que, por vezes, por revelar-se dedicado.

Um dia recordei aqui um episódio a que assisti, relacionado com o nome Costa do Marfim. Mas poderia igualmente referir uma tentativa, com escasso sucesso, protagonizada nos anos 90 pela Bielorrússia, que informou o mundo que queria passar a ser designada por "Belarus".

Um país como Portugal (tal como Angola), não tende a ter o seu nome mudado em línguas estrangeiras, salvo no italiano, onde nos tratam por "Portogallo".

A experiência diz-me que é muito difícil fazer com que os outros nos tratem apenas da forma que desejamos. Mas não deixa de ser totalmente legítimo que isso seja tentado.


8 comentários:

Defreitas disse...

E porque não ? Sri Lanka, Bangladesh, Israel não se escrevem doutra maneira em nenhuma outra língua; Creio !

Anónimo disse...

Há também aquele irritante "o" no Porto, que eu nunca percebi, a não ser que tenha uma qualquer ascendência irlandesa.

E também o Mozambique e o Brazil que se encontram por tudo o que é sítio.


manuel.m disse...

Португалия

Portugaliya !

and,last but not least,

"Cabo Verde" in English is

"Cape Verde"

Anónimo disse...

São situações distintas que merecem tratamentos distintos.

No caso de Cabo-Verde (e de tantos outros), que é um conjunto de ilhas - vulgarmente apelidadas de arquipélago -, perdidas no Atlântico, tanto faz o nome pela qual é nomeado, mesmo que insista em ser tratado por Cabo (poderia ser istmo, península ou outra coisa qualquer).

No caso de países com maiores dimensões, pelo contrário, convém respeitar o nome pelo qual se querem dar a conhecer ao mundo e respeitar, igualmente, o nome pelo qual se referem a um qualquer outro país.

O importante é não ferir as susceptibilidades, neste caso, e respeitar, tanto quanto possível, as idiossincrancias, no outro.

patricio branco disse...

e os de livorno deveriam impedir os ingleses de dizer leghorn e os de genova deles comerem o v, brazil pouco muda, os países sul-americanos nada ou quase, portogallo até fica bonito, lisboa escreve se de muitas maneiras, etc

Anónimo disse...

Saint Thomas and Prince? Green Cape? Guinea-Bissau?Mozambique? Brazil? Só Angola, Timor e Portugal se salvam de uma mudança de nome se usarmos o inglês, a língua franca mundial.

Portugalredecouvertes disse...


Num grande número de países, deram o nome de Portugal às laranjas,
poderia ter sido o contrário!
penso que foi por serem os portugueses a comercializar esses frutos que traziam da Asia

Anónimo disse...

Sou o anónimo das 0.06 e por lapso, incluí East-Timor no sítio errado. Sorry!