segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A minha opinião...

... que vale o que vale!

1. O PS ganhou as eleições. Talvez não por tantos votos de diferença como o estado do país justificaria, mas ganhou. E António José Seguro, que corria neste sufrágio o seu maior risco - as eleições europeias vão ser uma "passeata" -, ficou consolidado como candidato socialista a primeiro-ministro, quaisquer que sejam as reticências que possa merecer. Desde logo, da parte de muitos que nunca votarão no PS, mas que se arrogam a mandar bitaites sobre a vida política interna dos socialistas. E, depois, também de outros que, votando regularmente socialista, não se revêem no seu estilo de liderança. Mas quem manda no PS são os militantes do PS e, a seu tempo, o PS elegeu e depois confirmou Seguro. Que agora ganhou. Talvez valesse a pena ter claro: Seguro será líder do partido até às próximas eleições legislativas.

2. António Costa confirmou-se como uma figura política de grande dimensão. Apoiado por uma espécie de neosampaísmo e com forte penetração em algumas áreas não socialistas, é, felizmente para o país, uma figura incontornável no nosso futuro político. Mas não vale a pena alguém ter ilusões: está decididamente "fora de jogo" para a liderança socialista até 2015. Por azar dos calendários, arrisca-se a ser para os seus, como Dennis Healey foi um dia no Reino Unido para certo "labour", "the best prime minister we never had". Mas Belém fica já ali adiante. E mais vale um pássaro na mão...

3. Passos Coelho foi muito realista na assunção da derrota e muito irrealista nas razões que a motivaram. Sem sofismas, admitiu o seu fracasso e o êxito do PS, insistindo, contudo, na tecla da linha política que levou muitos dos seus candidatos ao tapete. Posso admitir que, com a "troika" no Terreiro do Paço, não lhe restasse outra opção. Mas, salvo um milagre, acaba de escrever mais um capítulo da crónica de uma morte política anunciada. O PSD continuará a ser, apesar da "abada" de ontem, um grande partido autárquico e, sem fundos comunitários para alimentar as rotundas, os repuxos e a relva, os edis socialistas vitoriosos vão passar por tempos bem difíceis. Daqui a quatro anos, a "máquina PPD" vai recuperar. Até lá, o sebastianismo "fluvial" irá corroendo o partido, sendo muito curioso ver o que o Porto poderá fazer por isso. Não faço prognósticos, salvo que, para os social-democratas, tudo será pior amanhã do que hoje. Estas eleições colocaram um ponto final no otimismo que a remodelação de agosto provocara. Em política o que é, tarde ou cedo, aparece.

4. Sem surpresas, o PCP volta a federar algum descontentamento que a prudência do PS não conseguirá nunca agarrar, sob pena de se descredibilizar como força de alternância. Tendo habilmente feito esquecer ao eleitorado que foi com o seu voto (e o do Bloco) que os socialistas foram derrubados em 2011, e que é graças ao PCP que Passos Coelho é hoje primeiro ministro e aplica as políticas que os comunistas diabolizam, a Soeiro Pereira Gomes regressa momentaneamente aos "ontens" que sempre canta lá pelo Alentejo e arredores lisboetas "enragés". Daqui a dias, voltará para a rua, pela mão da sua heterónima CGTP. Enquanto o sacrifício essencial recair no setor público, o efeito político será uma coisa. Quando forem os assalariados e reformados privados a ter de pagar a fatura - como se viu no caso da TSU - o caso mudará de figura e as ruas passarão a avenidas. O PCP terá sempre e apenas a força que o leque das medidas do governo lhe concederem. Nem mais, nem menos.

5. O CDS confirma-se como indiscutível líder da "liga dos últimos". Com cinco bravas Câmaras cinco, recolhe as canas do incêndio no PSD e ganha a noite, formalmente compungido com o desaire do parceiro. Não dá para abrir uma garrafa de "Ruinart", mas dá para beber um espartano "Magos", brindando aos 500% de crescimento! Os centristas passam assim por entre as pingas do dilúvio que se abateu sobre a maioria, mas talvez a irritação desta obrigue a publicar, de uma vez por todas, o famigerado "guião da reforma do Estado" e o saldo efetivo do batimento de pé à Europa nas últimas semanas. A montanha parirá um Caldas?

6. Uma "ultima corrida em Salvaterra" terá sido lidada pelo Bloco, dela saindo aos ombros de si próprio, como é próprio da modéstia política caseira, que vive das derrotas dos outros, não podendo apresentar vitórias próprias. O esquerdismo pós-modernaço e pós-Frágil terá chegado ao fim? Não acredito, mas a sedução bloquista está a esvair-se rapidamente, com o PCP a rir-se a bom rir. Daqui para diante, como é que vai ser? A esquerda da esquerda bloqueada? Não faço ideia, confesso. Mas, francamente, tenho a sensação de que será só uma curiosidade estatística.

7. No meio de tudo isto, como terá sido o domingo da "troika", fechada pela morrinha no seu hotel, entre o "zapping" e os amendoins do mini-bar? Deve estar intrigada ao saber que já houve um Rio no Porto que ninguém atravessou e que agora nasce outro em Braga. Pedirá às suas secretas para descodificar a salgalhada de apoios que colocou Moreira no alto dos Aliados. Cuidará em saber quem é esse tal de Isaltino que não aparece mas afinal está bem presente. Ouvirá sereias a vender-lhe a troca de Costa pelo Seguro e opostos oráculos a defender o senhor do Rato contra o edil mais popular no país. Procurará com lupa as foices e os martelos escondidos no logo inocente da CDU. Sorrirá a bom sorrir quando lhe derem os números daquilo que é a força política por detrás do seu interlocutor nas conversas do "pacote" de avaliações que lhes alimenta as ajudas de custo. E, quem, na "troika" souber um pouco de bola, terá concluído que o Porto ganhou com um penálti falso, no dia de um seu aniversário que também o é. Mas isso nem a "troika" sabe.

8. Mudou alguma coisa no dia de ontem? Mudou. Mas vai demorar algum tempo até que saibamos exatamente o quê e para quê. Resta-me a dúvida no saber se teremos esse tempo.

21 comentários:

Anónimo disse...

neosampaísmo - não
neossampaísmo - sim

Vasco disse...

Não deixa de ser deveras impressionante o tom escarninho e azedo com que o Sr. Embaixador por diversas vezes em posts anteriores ( e mais visível neste ) brinda o PCP. Recomponha-se homem!!!

Anónimo disse...

Lido no blog "Impertinencias":

"30/09/2013BREIQUINGUE NIUZ: Vencedores e vencidos deste fim-de-semana
Vencedores, vencedores mesmo, foram só três: Rui Costa que ganhou o campeonato do mundo de ciclismo em Florença no domingo; João Sousa que, após ter eliminado David Ferrer, o 4.º tenista do ranking ATP, ganhou o Torneio da Malásia, o primeiro no ATP World Tour ganho por um português e Rui Moreira, um independente que ganhou a câmara do Porto, enviando Luís Filipe Menezes para a reforma.

Vencidos, vencidos mesmo, é o Bloco de Esquerda que, no melhor clima político possível para convencer o eleitorado das suas teses lunáticas, desceu de 3,03% em 2009 para 2,42% dos eleitores autárquicos, perdeu a única câmara que tinha e falhou a eleição do cabeça de casal líder no concelho de Lisboa, o concelho com maior número de lunáticos do país.

No sector podia ter sido muito pior, encontramos a coligação que nos desgoverna, incluindo o partido para quem querer estar no governo e na oposição não compensou, coligação que perdeu quase 1/6 do seu eleitorado e baixou de 41,91% dos votos para 34,97%, em resultado da doutrina mal com os eleitores por amor à troika e mal com a troika com medo das reformas.

No sector podia ter sido muito melhor, encontramos os comunistas e os seus apêndices que, num clima propício de poderem criticar tudo não correndo o risco de alguém um dia lhes pedir contas, apenas conseguiram arregimentar pouco mais de 1% - aumentaram de 9,79% para 11,09%.

No sector é difícil fazer pior, encontramos o PS, que não se consegue perceber porque canta vitória depois de ter caído de 37,80% para 36,34% numa conjuntura em que até um coxo ganharia as eleições a prometer o fim da austeridade ao eleitorado cativo do partido do Estado com 4,2 milhões eleitores entre pensionistas e funcionários públicos. Pior de tudo, perdeu 270 mil votos em relação às eleições de 2009. É claro que ganhou mais câmaras porque segundo a lei de Lavoisier das eleições nada se perde tudo se transforma e se o PSD as perdeu alguém tinha de as ganhar. Também é claro que o líder in waiting ganhou por maioria absoluta a câmara de Lisboa, muito à custa da falta de alternativas credíveis, mas isso, em termos de política nacional, não é uma bênção é uma maldição que paira sobre a cabeça de Seguro. Para os devotos de Costa é apenas um paliativo e para soaristas e socratistas é um nem o pai morre nem a gente almoça."

Viva as cigarras!

Alexandre

Anónimo disse...

Aquela coisa chamada eleições de 2011 terá contribuido alguma coisa para a formação do governo de direita que temos ?
Uma ideia repetida muitas vezes passará a ser verdade diplomática ?

Anónimo disse...

O que este texto nos mostra é que tudo vai mal neste reino. E a "troika" deve estar desmoralizada. Daí a ministra das finaças já vir dizer que para 2014 pode haver faltas de liquidez. Enfim veremos se este país arranja pernas para andar.

opjj disse...

V.Exª tem a bitola muito alta.Os castelos podem ruir.
Sem dinheiro ninguém faz milagres. A.Costa é um Homem de sorte, a começar pelo aumento do IMI que já arrecadou uns milhões. Algum saíu do meu bolso.
Sempre pensei que a força de Isaltino reside que os oirences não concordarão lá muito com a justiça.Um tipo que pede um empréstimo ao Banco(documentado) 135.000€ para pagar a justiça, certamente que não se sente culpado.Digo eu! Há coisas prá i bem piores.

Cumprimentos

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Vasco: não confunda "escarninho" e "azedume" com ums escrita que se pretende com algum humor. A crítica política é feita disso mesmo e, como verá por estes e outros posts, outros não escapam a ela. Não há inocentes neste romance...

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Anónimo das 19.16: claro que sim! O país votou numa certa direção e essa linha tem plena legitimidade para governar. Mas a legislatura anterior não acabou sem um voto que lhe pôs fim. E é preciso lembrar a alguns que agora bramam contra o governo que (também) o seu voto contribuiu para o ato eleitoral que o colocou no poder. Só isso!

Anónimo disse...

Esqueceu-se de mencionar um dado da questão importantíssimo e que ficou a marcar estas eleições: a conquista pelos independentes de 11 câmaras e o quase-quase-mas-ainda-não em Sintra, onde o vira-casacas Basílio Horta (fundador do CDS, candidato presidencial contra Soares, embaixador na OCDE pela quota do CDS e mais não digo, nem me é perguntado...) acaba por ir comer queijadas, conhecendo do local quando muito a Pena e o castelo dos Mouros, aliás como tantos outros. Mas felizmente não ganhou Pedro Pinto, pintor perfeito. Depois há o caso extraordinário de Oeiras, onde Don Corleone dá ordens da prisão e o povão aceita. A verdade é só uma: estamos todos fartos da partidarite e temos de lhe pôr termo. A melhor solução já aqui está: os independentes. Todavia, tal é ainda insuficiente. O sistema eleitoral e as regras do jogo têm de ser mudadas. Tudo isto, para mim, é claro como água. Provavelmente, não será para muito boa gente que vive neste "ingano d'alma ledo e cego", que, acrescento, "a fortuna não deixa durar muito".
Guilherme de Sousa

Anónimo disse...

Caro Alexandre,
Só uma nota rápida, lunáticos não são os do BE, são aqueles, se calhar você incluído, que acreditam nestas tretas desta gentinha que nos desgoverna, de que tudo vai bem e esta receita vai dar resultado. Não vai. O desastre está à vista e só você e outros lunáticos parecidos, não querem ver.
Quanto ao BE, poderá, ou não, recuperar. O que me deixa na mais completa indiferença. Já não sou indiferente ás patifarias sociais que este governo comete, para além das inconstitucionalidades consecutivas.
Fernando T. Mereiro

Anónimo disse...

Depois de um impreparado Passos, levar com um impreparado Seguro é dose a mais para o país...

É que o percurso dos dois é muito similar, andaram pelos movimentos da juventude dos respectivos partidos já depois da idade ter passado há muito, umas licenciaturas à carga e trabalhinho com horários que se veja nada!

É pena continuarmos a ser governados pelo jardim de infância dos dois maiores partidos. O país precisa de um primeiro-ministro de barba rija - de um lado podia ser o que saiu agora do Porto e do outro o que vai continuar em Lisboa.

Isabel BP

Graça Sampaio disse...

Excelente (por tão lúcida) análise!

Anónimo disse...

Já agora, umas "notas soltas":
Excelentes, uma vez mais, os cidadãos do Porto. A Democracia também passa por aqui.
Excelente o António Costa: soube rodear-se de pessoas verdadeiramente competentes e, atrevo-me a dizer, com vontade de fazer algo de bom (nem sempre acontece).
Excelente a derrota do candidato socialista a Matosinhos: o facto de ter sido candidato, revela bem o pior que as máquinas partidárias têm.
Também digo: Espero que o PCP aproveite este novo fôlego para fazer uma política mais construtiva (se bem que, se o fizerem, arriscam-se a desaparecer).
Quanto aos independentes: a candidatura do Rui Moreira foi transparente. Contra uma política de caciques, que ainda resiste, especialmente no Norte.
Ainda assim, desconfio destes candidatos independentes, sobretudo nas médias e grandes cidades (lembram-me um recente Presidente do Benfica).
Por último: inocente como sou, penso que a derrota do PSD e do CDS não foi tão clara como a pintam.
A fraqueza do líder do PS, tão parecido com o seu émulo,é demasiado evidente para enganar os portugueses.
Mas, tendo em conta o linchamento que fizeram a um dos mais brilhantes primeiros-ministros que tivémos (e não me refiro, neste caso, ao Sócrates), para quem é, talvez baste.

Anónimo disse...

Tudo muito “certinho” (politicamente falando). A exceção é o penalti falso! No máximo pode ser polémico!
António pa

patricio branco disse...

é bom haver rebeldias dentro dos partidos, ai não me pões? pois vou concorrer na mesma, independentemente!
o psd que se cuide com os ressentimentos internos, muitos não vão ter o emprego que queriam.
mas tambem o ps.
o be mostra que é meio partido na sua actuação, apenas vocacionado para a retorica de bancada hemiciclica, não para a pratica no terreno. uma especie de maiosessentoitista après la lettre, radical ou esquerda chic, feito de intelectuais e profissionais liberais de jeans, mas sem jeito para governar, nem vontade.
que tirem as conclusões.
o pc sobe bem e seria talvez a 3a força se houvesse agora eleições legislativas. os votos no pc mostram o descontentamento que há.
a grande vitoria da noite foi em lisboa, uma candidatura levada com uma perna às costas por um politico inteligente e simpático.
o grande derrotado será luis f menezes e bem que esses dinossaurios sejam atingidos, já era tempo, já chega deles. curiosamente, disse que nunca tinha perdido, pois aconteceu agora.
na madeira o declinio de a j jardim acentua se, é o canto do cisne que arrasta o partido com ele.
o cds sem duvida que aumentou 400% (não 500%) e na escala dele 5 camaras são vitória!
enfim, tendo em conta que cada presidente leva consigo uma equipa de pelo menos 30 a 40 pessoas (nas camaras pequenas) temos que 200 mil pessoas se vão dos lugares que tiveram durante 4 anos e são substituidas por outras tantas novas.
e a saga dos 3 mandatos que afinal são ilimitados, basta ir para o concelho ao lado, terminou...

Anónimo disse...

Resultados das eleições:
- "não sei por onde vou, não sei para onde vou - só sei que não vou por aí!"
José Régio

Anónimo disse...

Gostei muito do sebastianismo "fluvial". O Dr. Rui Rio poderia aproveitar um fim-de-semana de descanso e ir até Lagos ver o D. Sebastião do Cutileiro; ou poderia aproveitar as palavras do Fausto e ir por esse rio acima até ao homónimo que corre por Braga. E os chefes do Bloco poderiam aproveitar para reler "A última corrida em Salvaterra" do Rebelo da Silva.Resta-me como consolação ter a presidir à assembleia-geral da minha freguesia o mesmo senhor que preside à assembleia-geral do meu clube; orientar os trabalhos em Alvalade será mais fácil que orientá-los na Luz.

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Lido no 31 da Armada

"Até ao momento, o grande vencedor da noite autárquica 2013, o PS, perdeu 274 mil votos (duzentos e setenta e quatro mil votos) em relação a 2009."

"É injusto. Os grandes vencedores da noite nem foram a votos. Rio no Porto, Isaltino em Oeiras e Judite de Sousa em Lisboa."

Anónimo disse...

Caro Jose Tomaz Mello Breyner,

Essa última frase está uma pérola porque é a mais pura das realidades :))

Isabel BP

Anónimo disse...

É óbvio que o PS tem todo o direito de estar eufórico porque ganhou 150 presidências de Câmara Municipal, deixando o habitual vencedor da Associação Nacional de Municípios, o PSD, a muitas dezenas de distância. E eufórico pela vitória estrondosa de António Costa em Lisboa, muma percentagem muito acima da média nacional obtida pelo seu partido.
Mas a única força política que tem o direito a sorrir de orelha a orelha é a coligação do PCP com os Verdes, porque foi a única que, em relação a 2009, subiu mem número de votos, em percentagem, em mandatos e em presidências de Câmara.
No conjunto PSD-CDS, coligados ou não, houve perda de votos (perto de 600 000, nas minhas contas, número um pouco superior ao do decréscimo da votação total de eleitores), de percentagem, de mandatos e de Câmaras, embora o CDS só ou coligado sem o PSD tenha aumentado em mandatos e em Câmaras.
Por sua vez, o PS perdeu cerca de 280 000 votos, baixou em percentagem e manteve exactamente o mesmo número de mandatos - 921.
Já o BE, tal como o PSD, baixou em todos os números.
Embora sempre seja dito que não se pode fazer uma projecção nacional dos resultados das autárquicas, parece-me que o resultado desta votação nacional merece reflexão tendo em vista a votação para as europeias de 2014.
Não sabemos o que se passará no nosso País nos próximos meses e em que medida a situação se agravará ou, pelo contrário, se desdramatizará, o que infelizmente não parece provável. De qualquer forma, os responsáveis dos partidos políticos do arco da governação devem ter em conta os números que se seguem porque creio que o seu exame não dá a nenhum deles o direito de deitar foguetes antes da festa.
O PS obteve 1 801744 votos; o conjunto PSD-CDS (sós ou coligados, em múltiplas e diversas alianças) 1 746 487 votos, se eu não errei na soma); e as candidaturas independentes, cujos votantes em eleições nacionais deverão dividir-se por estes três partidos, no caso de não se absterem, somaram 344 566 votos.
É claro que, para além da frieza dos números, que permite prever resultados diversos, há uma tendência a favor do PS e contra a coligação PSD-CDS que não pode ser ignorada. Mas, de qualquer forma, creio que é cedo demais para desde já se proclamar uma vitória estrondosa do PS nas europeias de 2014. Quem viver verá.



teste disse...

Não me lembro de ler nada tão bem escrito há muito tempo.
Brilhante, claro, inteligente e com muita graça.
Parece Aquilino Ribeiro na boca do Malhadinhas.