sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Empresas

Muitas vezes, Portugal, visto de fora, anima-nos bastante.

Ontem, tive essa sensação ao falar com as 57 PME's portuguesas, presentes no MIDEST, uma feira nos arredores de Paris onde estão representados setores industriais portugueses, maioritariamente na área da metalomecânica.

À entrada, o diretor da feira referia-me o facto de, de ano para ano, haver cada vez mais empresas nacionais neste importante certame de subcontratação. Nas conversas com os empresários, não obstante algumas notas negativas quanto às dificuldades no acesso ao crédito, nos custos energéticos e dos transportes, observei um ambiente de generalizado otimismo e de anúncio de bons negócios. Não encontrei uma única em que a exportação não representasse mais de 50% da faturação e, em grande parte delas, esse valor oscilava entre 75 e 95%.

Há um novo Portugal no nosso mundo empresarial.

6 comentários:

Anónimo disse...

Pois é... vamos ver como se comportam os sindicatos e afins. Mas eu não sei

Helena Sacadura Cabral disse...

O problema são os navios parados com produtos que não saem nem entram.

Anónimo disse...

Acredito que todo esse momento de grande turbulência econômica e financeira, tem solução. Pois Portugal tem o que é mais precioso de uma nação, o potencial humano, e com qualidade. O desarranjo é econômico e não moral e social.
O Brasil carece disso, há um descambo moral, social, intelectual, etc., ai se torna quase impossível um arranjo.
Se tem dinheiro, e daí?
Do Brasil

EGR disse...

Senhor Embaixador:tenho nula simpatia pela dita classe dos grevistas que me parece integrarem um daqueles grupos,há tempos V.Exa.
assinalou como sendo os que,de vez em quando,capturam a sociedade.
Mas, a noticia de hoje,referindo quebra nas exportações foi sopa no mel para quem nos governa.
Basta ter ouvido os noticiarios,assitido aos telejornais,etc.
Havia,nos protagonistas do costume,indisfarçavel contentamento por poderem estabelecer uma relação de causa/efeito entre ambas as situações.
Isto sem deixarem de proclamar o seu enorme e comovente respeito pelo direito a greve.

Anónimo disse...

A velha senhora anda muito nervosa e interventiva - e torna-se impertinente até com as amigas:

helena querida
os estivadores
são só os culpados
negando-se a horas
extraordinárias?

não erra ou duvida
são tais estupores
que lixam parados
as exportadoras
de todas as áreas?

ai ai minha vida
helena querida

Anónimo disse...

É a consequência "darwinista" da economia portuguesa, sobreviverão os que exportam,

Nuno 361111